quinta-feira, 7 de março de 2019

UM PAÍS QUE VIRA UMA ANEDOTA SEM SENTIDO


Olha, vou te contar, a vida dos humoristas brasileiros nunca foi tão fácil. Somos a piada pronta. Aliás, faz um tempo já. No clima do Carnaval, um clube de bravateiros brincando de ser “machinho” no twitter. Não se dão conta de que 200 milhões de vidas dependem do que se faz neste antro brasiliense (não só lá, diga-se).

Este texto não é para falar mal ou bem de nosso presidente. O homem merece um tanto de respeito haja vista ter recebido mais votos que seus opositores na última eleição. Mas, de alguma forma, ele quer ser tal e qual Trump e por isso escreve tresloucadamente no twitter. E aí se quebra, pois ele não é Trump.

Aliás, não gosto de Trump, mas ele é “carudo”, bate boca com todo mundo e sobrevive dessa forma. É esperto. Nosso presidente não tem essa qualidade, se perde na mídia. Mas, agrada uma parte da população, o que é fato.

Para onde vamos? Vai saber.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Por que abandonamos o Blog por um tempo?

Hoje passo por aqui e vejo que faz mais de um ano que não ando por aqui. Por que será? Um tempo sabático. Voltamos?
Não sei, o tempo é tão escasso, que vira e mexe nos damos conta de que temos muito por viver, ou fazer. Pequena divagação, apenas.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O relato de uma experiência e um agradecimento ao grupo Nascer Sorrindo de Lajeado

Em 1997, numa sexta-feira de chuva, de tarde, eu era secretário de saúde de Teutônia e avaliava dados de partos normais e cesários naquele município e me chamava a atenção como as cirurgias aumentavam ano a ano, enquanto o parto natural decaia. De lá para cá a tendência continuou a mesma e o percentual de partos cesários só aumentou, apesar dos esforços para reverter isto. 
Meus primeiros dois filhos nasceram na década de 2000, ambos partos cesários. Caprichamos no pré-natal, com consultas e exames e a vontade de ter o parto normal como primeira escolha. Não rolou, por vários motivos, que não vale alongar aqui.

Em 2013, já como secretário de saúde de Lajeado, a partir de sugestão de Eliana Cattoi, psicóloga, minha comadre, mãe de dois filhos de parto natural, surgiu a oportunidade de realizar um evento, em parceria com a UNIVATES, com foco no parto natural/normal humanizado. Vieram o médico obstetra RICARDO JONES, de Porto Alegre, e sua esposa, enfermeira que não recordo o nome. Não lembro o dia exato, mas foi um grande evento. A plateia nem respirava, vidrada na enxurrada de informações e provocações.

Não tenho certeza disso, mas me contaram que na plateia havia apenas dois médicos obstetras. Uma delas é CAROLINE CHIARELLI, profissional natural de Lajeado mas atuando em Muçum, Encantado, Roca Sales e também em Lajeado. Outro dia li um relato de CAROLINE num blog. Muitas pessoas naquele dia, naquela plateia, num evento proporcionado pela Comissão de Integração Ensino Serviço (CIES), Secretaria de Saúde de Lajeado e UNIVATES, voltaram seu olhar para algo que parecia muito distante. Muitas daquelas pessoas foram fazer, depois, o curso de formação de DOULAS em Porto Alegre. E floresceu ali uma flor bonita, que cresce forte em nosso vale. 
Por aquela época, ainda em 2013 ou início de 2014, nasceu o Nascer Sorrindo Lajeado. A princípio fui em uma ou duas reuniões, as quais eram realizadas em sala cedida pela Secretaria de Saúde de Lajeado. Estas reuniões continuam, sendo a última realizada no Salão de Eventos da prefeitura, já que nossa sala ficou pequena.

Quis a vida que em meados de 2015 nos vimos "grávidos". Uma terceira gravidez. Depois de dois meninos, mais tarde saberíamos que seria uma menina. Desde logo, nas primeiras conversas, a ideia fixa de buscarmos o parto natural humanizado, estimulados por termos assistido o filme O RENASCIMENTO DO PARTO. Marcamos nossa consulta com a Dra. CAROLINE, lá em Muçum. Só conhecendo a pessoa para saber do encanto de criatura que é. 
Tudo correu bem e avançamos no tempo para maio de 2016. Nossa hora do parto natural estava chegando... E a expectativa de que isto ocorresse no dia 13 de maio, dia do meu aniversário. Claro que isto era apenas uma expectativa, a natureza que diria o que viria a acontecer. 
Dia 13, a tarde, consulta médica marcada em Muçum. Estávamos na semana 40, 4º dia. Quase 41 semanas. Do dia 12 para o dia 13 Júlia teve várias contrações. Estávamos na expectativa de que a hora estava por chegar. Fomos a Muçum com os apetrechos e bolsas e afins... prontos para quase tudo. 

A consulta transcorreu normal, exames de rotina e então o susto: na ecografia, o ritmo cardíaco da bebê fixado em 220 a 230 batimentos por minuto. Dra. Caroline tentou não transparecer tensão, mas falou calmamente que precisávamos averiguar melhor a situação. A consulta foi as 18 horas. Entre 19h15 e 19h45 fizemos um exame MAP em Encantado, no hospital. E, por todo o tempo, nada de baixar a taquicardia. "Precisamos conversar", disse CAROLINE. Respirei fundo. Com tranquilidade, CAROLINE nos colocou da sua apreensão, da intranquilidade da situação, e da definição de que em uma situação assim, em benefício da bebê, a cesária era a indicação mais segura.

O que a gente pensa numa situação dessas?

Das opções, optamos pelo parto cesário no hospital Nossa Senhora Aparecida, em Muçum, com a garantia de que seria um parto cesário humanizado. Avisamos SABRINA FRISTSCH, nossa doula, do desfecho. Avisamos a madrinha do LUCAS, a VANIRA, que estava com os meninos, e saímos de Encantado para Muçum.
Na viagem de 15 minutos o silêncio total. Um suspiro e outro e a frustração de que nem tudo na vida pode ser como queremos, pois não temos domínio, de fato, sobre os fatos da vida. Chegamos a Muçum e encontramos a enfermeira ANA ROSA, conhecida minha de a muito tempo. Nos recebeu com um grande sorriso. 
Fomos imediatamente acomodados e preparados para a sala cirúrgica. O anestesista, Dr. Brancher, a pediatra, Dra. Madelaine, o cirurgião auxiliar, Dr. Amorim, e a DRA, CAROLINE, além da equipe de enfermagem. Fiquei junto todo o tempo, filmando o parto com meu celular. Nem deu tempo de SABRINA chegar de Estrela. O parto em si, como descrever? Foi tudo muito rápido, muito lindo, "diminui a luz para Camila", disse CAROLINE, "vem Camila, vem pra tua mãe"... "Júlia, olha o presente", ... , não chorei, estava tranquilo, e a bebê nasceu forte. Foi imediatamente colocada junto a mãe, o cordão umbilical foi cortado no tempo certo, ao parar de pulsar, sendo que o último corte foi meu.
Saímos, Camila e eu, acompanhados da pediatra e da enfermeira para outra sala enquanto Júlia terminava a cirurgia. 
Nessa hora SABRINA chegou. Logo, literalmente, mandou eu tirar a camisa e abraçar CAMILA, pele com pele, um abraço quente e gostoso, da menina com seu pai. Coloquei a primeira fralda, a primeira roupa. Depois fomos ao quarto preparado para o parto humanizado. Uma cama de casal. A essa hora Júlia já vinha chegando, sob os efeitos da anestesia. Camila foi colocada com Júlia e aconteceu a primeira mamada, sem dificuldades, numa sintonia, numa harmonia, a natureza agindo, o amor de mãe, o amor de filha, o amor no ar. Era 13 de maio. O nascimento aconteceu as 21h34. O meu presente estava ali. No mesmo dia, 13 de maio. 

A noite foi tranquila, acreditem.

No dia seguinte, de manhã, fui a Lajeado buscar os meninos. Foi bonito de ver, as 11h, o primeiro contato dos meninos com sua maninha. Emocionante, nós CINCO ali, juntos, pela primeira vez. 
Agora somos CINCO. E somos UM. Somos uma família, que vive e sofre, que é feliz, que luta, que tem sonhos e esperanças. 
O grupo NASCER SORRINDO LAJEADO precisa seguir, fortalecer-se, crescer, estimular mais pessoas a conhecer este universo de afeto, de amor. 
A vida vai seguir, mas cada dia é uma nova aventura e é isso que faz tudo ser perfeito. 


terça-feira, 24 de maio de 2016

Doce

Teus olhos doces despertam amores
E no colo vivo o ronronar sonoro
Vida plena
Envolta
Na alma serena

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Felicidade II - para mamãe

(poesia com coautoria de Arthur BS)

A felicidade que eu sinto
Quando estou contigo
Com o teu amor
Que me traz saúde
Com o teu carinho
Me deixa bem
E é o teu afeto
Que me faz feliz

terça-feira, 10 de maio de 2016

Felicidade

Felicidade é ver o amor circulando na vida, com afagos no rosto,
Perceber o movimento incessante do pulsar do coração
O ritmo cadenciado do respirar
A possibilidade do ócio  bem vivido
E da produção de algo que tenha sentido
Felicidade é viver o momento

domingo, 8 de maio de 2016

Preconceito, justiça e injustiça: a miséria humana


Outro dia um cidadão de Lajeado, do alto dos seus 'direitos', lascou na minha cara: "por que eu sou brasileiro, eu mereço, e vocês ficam oferecendo coisas da saúde para essa negada do Haiti, para esses de Cuba... isso é injusto, eu pago imposto".
Doeu nos ouvidos, doeu na alma.
É a miséria humana falando.
O cidadão tem seus motivos, é eleitor, provavelmente pagador de impostos, e defendia o seu interesse individual; nada a obstar quanto a isto. Agora, o rompante da ira, a desqualificação do outro, revelam o preconceito que está na mente e no corpo, abrindo espaço para a injustiça.
Eu, você que lê este texto, somos nascidos e crescidos dentro de trajetórias individuais e nisto enfrentamos nossos próprios problemas.
Para alguns, conquistar algo demandou mais esforço. Para outros, as coisas vieram mais facilmente.
É da vida, da sorte, do "bem nascer".
Mas isto não nos coloca na condição de nos julgarmos melhores que qualquer outra pessoa.
Ser brasileiro, gaúcho, lajeadense, não nos qualifica como especiais, como supra-sumos, como seres com direitos superiores a qualquer ser humano.
Des(qualificar) o outro com expressões racistas, pejorativas, denegrindo o humano pela sua cor, sua orientação de gênero, sua classe social, seu local de nascença é a expressão da falta ética em que estamos embrenhados enquanto sociedade. Dá para se falar páginas e páginas sobre isso. Vou parar por aqui... estou aqui apenas desabafando...

Nascer Sorrindo


Eu tenho a experiência de ser pai.
Não sei se sou bom pai; quem deve julgar são os filhos, ninguém mais.
Ser pai é uma experiência indescritível,
Quando nos damos o tempo de olhar para os filhos, senti-los.
Dia das mães, que bom, que legal, importantíssimo marcar o amor de mãe,
Que nutre a esperança em dias melhores neste mundo,
Um mundo um tanto quanto carente de luz.

Luz, dar a luz, ver o mundo pela primeira vez, ao nascer.
Ver o mundo pela primeira vez na condição de mãe.
Ver o mundo pela primeira vez na condição de pai. 
Nascer sorrindo, banhar-se nas lágrimas da emoção

E sentir o peito pulsar um amor incondicional

terça-feira, 26 de abril de 2016

Breno

Qual a mágica de desempenhar o papel de pai? ‪#‎paidemenino‬. É algo indescritível, algo que supera a própria existência e, nesta 'vibe', nos faz rodopiar mundo afora. 

Hoje meu pai está de aniversário: 26 de abril. Lá se vão longos anos de muita luta de seu Breno, sempre amparado no braço forte da mãe Elvira. Com muita dedicação, sem pressão, com compreensão, souberam conduzir seus dois meninos, com sabedoria. 


Erraram, acertaram, mas sempre souberam, com maestria, olhar para aqueles inocentes de olhos brilhantes e curiosos. Segue a vida, filhos criados e crescidos, netos para alegrar e confortar. 

26 de abril é um dia especial para seu Breno, seu aniversário e também a data de seu casamento, há algumas décadas atrás. Um abraço público, hoje e sempre, no carinho do abraço de pai para filho.

domingo, 24 de abril de 2016

A banalização da opinião

Qual é a tua opinião sobre as novas tecnologias da reprodução humana? Para e pensa um pouco sobre isso e emite uma opinião com certa profundidade. Eu parei aqui e pensei sobre isso e me dou conta que não tenho opinião nenhuma. Para começar, precisamos pensar sobre duas coisas; de que tecnologias estamos falando e quais aspectos da reprodução humana a questão aborda?

Estas primeiras palavras são apenas para demostrar que somos instigados a dar nossa opinião sobre tudo a todo momento, cada vez mais, ao vivo e em redes sociais. Se não manifestamos nossa opinião, a favor ou contra uma concepção, nos tornamos sujeitos em cima do muro, sem opinião e, vez ou outra, somos taxados de alienados.

Na realidade, na minha opinião, banalizamos a opinião, nos colocando na obrigação de falar ou escrever sobre qualquer coisa sem antes refletir sobre aquilo, amparar nossas colocações e buscar a teoria por trás de nossa posição. O resultado, muitas vezes, é um desastre: sai qualquer coisa da boca, muita bobagem, muito senso comum, muita repetição de palavras que talvez não quiséssemos revelar se nos déssemos  o tempo de pensar um pouco. 

As redes sociais tem se prestado a este tiroteio opinativo. A qualquer momento é possível, na linha do tempo, ler pessoas opinando sobre temas sem se dar ao tempo de refletir sobre o post que gerou a necessidade de se manifestar. 


Mas, somos livres e temos todo o direito de opinar sobre tudo e sobre todos. O fato de escrever sobre algo não deixa de ser sinal de que o tema nos mobilizou, de alguma forma e com isso nos invocou a uma reflexão. Pronto, temos o impasse. Ao fim e ao cabo, se você leu até aqui, não precisa opinar sobre esta reflexão que no fundo não leva a lugar nenhum, salvo ter provocado uma reflexão sobre o status quo nas linhas do tempo do facebook. Boa semana a todos. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Incerta


E então, dentre nuvens pesadas que despejam lágrimas, numa primavera qualquer, vidas se entrecruzam no ir e vir, no movimento monótono da chuva leve.
Na alma em peso, o fardo duro de dias duros, no caminhar em direção incerta, rumo a sombra do por do Sol. E, assim, sobrevive...

Uma brisa no rosto


E aí você olha para o horizonte e percebe que aquele pôr do Sol que inebria a alma está lá
à espreita
e as coisas boas da vida, tão boas, te deixam mais leve
e te fazem vagar de um lugar a outro, sem rumo
em busca de algo mais, um sopro, um brilho, um grito
e ao inspirar profundamente
Você se dá conta de tudo, e a verdade aparece,
do sonho ao sono à vida
...
raios de luz, janela adentro, despertar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

MUDAR O CAPS ALCOOL E OUTRAS DROGAS DE LUGAR RESOLVERÁ O QUÊ, AFINAL?

Qual a sociedade ideal, nossa utopia? Famílias equilibradas, todos trabalhadores, sem violência alguma, sem droga, álcool, cigarro, corrupção. Todos puxando a corda para o mesmo lado, respeitando as diferenças e se esforçando para que elas diminuam. Que todas pessoas com deficiência tenham as mesmas condições de todos nós. Uma sociedade sem corrupção, agressões, assédios e afins. Se este é o “ideal”, havemos de convir que estamos longe disso.

Pois bem, não vivemos no mundo ideal. Temos inúmeras imperfeições dentro de todos os espaços, desde as famílias, ambientes de trabalho, instituições, na rua, nos espaços públicos. É repetitivo reafirmar tudo que vimos de ruim a nossa volta, nestes dias difíceis. É natural, portanto, que o cidadão comum queira se livrar de tudo que lhe choca, que causa desconforto em nossa sociedade.

Historicamente a humanidade faz isso, afinal: para o doente, ameaça de contágio, o hospital; para o delinquente, ameaça à segurança, o presídio; para o ‘louco’, pretensa ameaça, o hospício. Vigiar e punir a diferença, como pontua Foucault em sua obra. Tira-se da frente dos olhos tudo aquilo que parece ser uma ameaça. Daí que a pessoa em sofrimento psíquico, usuária de entorpecentes, por exemplo, nos deixa desconfortáveis. Afinal, escancaram nossa fragilidade, nossa incapacidade de sermos eternos “cidadãos perfeitos”, ou “do bem”, como pontuam alguns.

Enquanto sociedade melhoramos nas últimas décadas, reconhecendo e incluindo os “diferentes”. Surgiram APAE´s, CAPS, residenciais terapêuticas, entre outros espaços. Hospícios perderam espaço. Como nada na vida, não há consenso e, é de se entender que alguns continuam com a ideia de que a melhor medida é “sumir” com os usuários de drogas, por exemplo. É por aí que tento entender a reação contra o CAPS Álcool e outras drogas “Sim pra Vida”, localizado na rua Santos Filho, no centro de Lajeado.

O usuário de drogas presente nesta rua, ou na Júlio, no Parque dos Dick, na praça da Matriz ou outros pontos da cidade incomodam parte da sociedade por que isto escancara o fato que não estamos no mundo perfeito, que não somos todos iguais, somos portadores de doenças, de fraquezas, imperfeições. O caso escancara que dentro de nossas famílias, sejam pobres ou ricas, de qualquer etnia, temos pessoas doentes usuárias de drogas, sejam lícitas ou ilícitas e isto é uma coisa extremamente difícil de aceitar.

O movimento da saúde mental vem lutando pela inclusão do portador de sofrimento psíquico há muitos anos. Profissionais, pais, amigos, o doente, seguem numa jornada dura, buscando reconhecimento frente a intolerância. Transferir os problemas para longe dos olhos não resolve. Colocar o CAPS em algum lugar distante do centro não vai diminuir o número de usuários, não vai aliviar a consciência social e, ao fim e ao cabo, só reproduz táticas antigas que a maioria da sociedade condena. A solução? Aceitemos nossa condição de sociedade que precisa de mais tolerância, que deve reconhecer seus problemas e enfrenta-los, resgatando a humanidade em nossos atos.




terça-feira, 16 de junho de 2015

Múltiplas formas: poesia da esperança


Me deu agora uma vontade de reescrever a história,
E colocar o mundo sobre outros trilhos, mais humanos
Solidariedade guiando os rumos de todos nós, de todas as etnias
Sem geografias que afastam, sem o ir e vir frenético,
A busca indecente por renda, economia, coisas concretas e duras
E o sentimento de que talvez haja um vácuo nisso tudo, uma falta de razão
Sem saída, destino, capacidade de perceber o mundo de múltiplas formas
E se achegar ombro a ombro num ato de fé na humanidade,
De acreditar nos olhos inocentes
Ou nem tanto
Mas acima de tudo acreditar que é possível
Um outro mundo é possível.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O Papel Social do Fisioterapeuta

(texto originalmente publicado em 12/10/2003 no jornal O Informativo do Vale... direto do túnel do tempo)

O Brasil, e o mundo, precisam trazer para condições de vida satisfatórias um grande contingente de pessoas. Não cabe listar tudo que ainda aflige a humanidade. No entanto, permitam que lembre que ainda vivemos uma grande ‘guerra’. Em alguns lugares a guerra é real, batalhas e mortes. Noutros, a guerra é contra a fome, as doenças, a pobreza, a miséria, a corrupção. Neste contexto, todos seres humanos conscientes da dificuldade que passamos precisam dar sua parcela de contribuição. Devemos, de uma forma ou outra, trazer um pouco mais de paz ao mundo. E é aí que cada um de nós pode fazer sua parte, cada um conforme a sua capacidade.

Na área da saúde, onde existe mais de uma dezena de profissões legalmente regulamentadas, milito na Fisioterapia, já há quase dez anos após a formatura. Somos mais de 45 mil em todo Brasil. Dia 13 de outubro é o Dia do Fisioterapeuta, aniversário da lei que regulamentou a profissão, em 1969. A Fisioterapia surgiu exatamente em função da guerra e, ao longo do tempo, especializou-se em trabalhar na reabilitação do número enorme de pessoas mutiladas pela estupidez da violência. 

Hoje, o Fisioterapeuta ampliou muito seu leque de trabalho, estando engajado na integralidade da atenção à saúde, desde a promoção e prevenção, a assistência, a reabilitação, a pesquisa, a educação em saúde e a gestão. Participamos ativamente do sistema e buscamos ainda a melhor forma de interferir positivamente. É certo que nossa ação, como profissão, ainda é tímida na participação e controle social, visto que ainda não são todos os que participam dos fóruns de decisão, como os conselhos e conferências de saúde.

De qualquer forma, tal qual as outras profissões de saúde, os Fisioterapeutas tem o poder do seu conhecimento específico e a oportunidade de contribuir nas mudanças necessárias. Treze de outubro, o Dia do Fisioterapeuta, é uma data significativa para nossa profissão. Lembrar-se das dificuldades iniciais, das conquistas e derrotas, dos avanços é uma forma de avançarmos todos como sociedade. 

sábado, 23 de maio de 2015

SAMU do Vale do Taquari: números comprovam sua alta relevância e por isso precisa ser preservado

O Serviço de Assistência Médica de Urgência (SAMU), existe no Vale do Taquari desde 2011. Temos Suporte Básico (SB) em Lajeado, Estrela, Teutônia, Encantado e Arvorezinha, e uma unidade de Suporte Avançado (SA), em Lajeado. Os municípios delegaram ao CONSISA (Consórcio Intermunicipal de Saúde) a gestão do SAMU, sendo que o recurso para custeio vem em parte do Governo Federal, outra parte do Governo do Estado e há contrapartida dos municípios participantes.

Atualmente a receita para financiamento do SAMU, segundo dados do CONSISA, gira em torno de R$ 313 mil mensais, dos quais R$ 66 mil são bancados pelos municípios, R$ 141 mil pelo estado e R$ 106 mil pela União. A despesa supera este valor, o que significa que qualquer atraso deixa o CONSISA e os municípios em apuros financeiros no custeio das unidades, sem recursos para folha de pagamentos ou manutenção de veículos. 

Pois, na atualidade os municípios/CONSISA tem a receber mais de R$ 470 mil do governo do estado, valores referentes aos meses de out/nov/dez de 2014. Esta conta está em aberto, colocando em risco a regularidade dos atendimentos.

Talvez alguém pense que o SAMU não é importante, que ele poderia ser dispensado. Alguns números para provar que não. O SAMU realizou em 2011 um total de 4.325 atendimentos na região. Em 2012 o número foi de 4.703, 2013 foral 4.808 chamados e em 2014 alcançou-se um total de 5.499 atendimentos. Levando em conta apenas este último ano, temos uma média de 458 pessoas socorridas por mês. Não é pouca coisa, muito pelo contrário, para a maioria destes cidadãos o SAMU foi imprescindível para o resgate e sobrevida. As viaturas, até o momento, rodaram 497.282 quilômetros neste tempo, o que dá mais de 10 voltas ao mundo, correndo em direção do socorro imediato.

A Secretaria de Saúde de Lajeado, como uma das mantenedoras do serviço, se orgulha do serviço prestado e se preocupa com sua continuidade. Precisamos resgatar os recursos em atraso, pois são fundamentais para manter a qualidade. Por isso os R$ 470 mil devidos pelo estado não são perfumaria; é recurso devido por serviço prestado e rogamos ao estado que cumpra com sua obrigação federativa.


Como manter serviços de saúde com milhões por receber?

Que a situação econômica é crítica e que todas as esferas de governo enfrentam problemas, há esta altura dos acontecimentos todos já sabem. Que as necessidades da população por serviços de saúde competentes, resolutivos, em todas as faixas etárias, é a realidade que se impõe. Que a saúde tem custos, quais passam por pagamento de recursos humanos, compra de medicamentos e insumos de uso diário, manutenção de veículos e estruturas, pagamento de luz, água, telefone, etc., todos deveriam saber. Que tudo isso é um problema que impacta a qualidade de vida de todos nós, é a mais dura verdade.

Pois bem, ao fim e ao cabo quem paga a pressão por manter um certo nível assistencial é o município e seus parceiros locais. Agora, como manter serviços de saúde quando o recurso de custeio não chega? Imagine, leitor, o final do mês e o direito de receber um salário e o patrão simplesmente diz: “devo, não nego, mas pagarei quando puder”. Como fica para pagar as contas do dia a dia? É exatamente esta a situação que vivemos hoje. Vamos aos números.

O município de Lajeado, apenas em direitos, tem a receber do estado do Rio Grande do Sul, o valor de R$ 1.016.313,00 referentes ainda a 2014. São R$ 171.439,14 do Piso estatual da atenção básica em saúde, R$ 121.243,93 da atenção farmacêutica básica, R$ 393.424,90 referentes a estratégia de saúde da família, R$ 17.025,00 da assistência odontológica, R$ 13.500,00 do programa primeira infância melhor e R$ 298.680,00 do atendimento em saúde mental nos CAPS.

Para piorar, nosso SAMU, mantido pelos municípios por meio do CONSISA corre sérios riscos, já que há uma dívida do estado de R$ 300.696,27. Os municípios que têm base instalada já foram chamados pelo CONSISA para reunião visando discutir o futuro próximo. Há risco de parar? Tudo é possível, já que não há como manter os custos sem dinheiro. Ou há? Para finalizar, o Hospital Bruno Born, parceiro importante para nossa rede de saúde, tem a receber do estado, pelo menos R$ 709.654,30 de incentivos (IHOSP, gestação de alto risco, saúde mental, entre outros), sem contar débitos antigos referentes a processos administrativos em que se pede o pagamento de serviços já prestados.


Não podemos mascarar a realidade. Reafirmo: quem paga a pressão é o município e seus gestores. Em última instância, quem sofre é a população, que corre o risco da desassistência. Todos os serviços e custeios são fundamentais e uma vez que o direito é conquistado, faça-se que se cumpra. Mas, para tanto, o pacto federativo deve ser cumprido e honrado e, no caso da saúde, é dever da União e do Estado financiar parte daquilo que acontece no município. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dia D Municipal: em defesa da atenção básica e do atendimento ambulatorial e hospitalar

(Texto publicado no jornal A Hora, 06/5, p.02)

A Saúde Pública de Lajeado vem sendo construída coletivamente há muitos anos. Alcançou, com isto, um patamar invejável, atendendo com segurança a maior parte das situações do dia a dia, fazendo promoção, prevenindo doenças, tratando e reabilitando. É certo que ainda temos muito a avançar, mas em Lajeado temos um SUS que dá certo, na maior parte do tempo. Isto denota esforço, diálogo, paciência e investimentos.
Em 2012 e 2013, a aplicação de recursos orçamentários foi na ordem de 19% em saúde. Em 2014, o percentual saltou para 25% da receita tributária líquida. Municipalizar a saúde na gestão plena foi um acerto, que trouxe capacidade para Lajeado, mas ao mesmo tempo impõe uma série de responsabilidades que são insuportáveis se não houver o repasse regular de recursos dos parceiros federal e estadual. E é justamente isto que nos preocupa. Tanto no projeto UPA, quanto no financiamento da atenção básica, temos vivido momentos de incerteza que colocam em risco todo o sistema montado.
Do governo estadual o município tem a receber mais de R$ 700 mil de saldos de 2014. O governo estadual não nega o débito, mas não acena com o repasse. "Devo, não nego, mas pago quando puder (ou quiser)". Está bem, o governo do estado não tem dinheiro. Mas como fica o município? Quais as ações que devem ser suspensas? Quais as pessoas que deveremos dizer que não serão atendidas por que os débitos estaduais não serão quitados?
Para se ter uma ideia, este valor em haver corresponde a todo o custo de medicamentos de meio ano, em toda rede. Como a população reagiria se disséssemos: "pelos próximos seis meses não haverá nenhum medicamento nos postos de saúde". Eu sei, parece terrorismo afirmar tal acinte; mas é exatamente este tipo de dificuldade que nos coloca no brete daqui por diante.
O Hospital Bruno Born e os demais hospitais da região vivem drama parecido. Manter serviços, continuar a atender, curar e reabilitar para a vida, como? É preciso olhar para trás e reconhecer que a maioria dos hospitais, e municípios, investiram nos últimos anos, ampliando a oferta de serviços. Isto representa custo, e manter estas estruturas deveria ser a prioridade número um num estado que preza pelo seu povo. Este é o nosso drama, gestores da saúde. E deveria ser o objetivo fundamental de nossa sociedade. Por isso a hora do alerta é agora.

sábado, 5 de abril de 2014

Lajeado somos todos nós – uma reflexão quanto ao Dia Mundial da Saúde

Esta semana foi publicada pesquisa que indica Lajeado entre os quatro melhores municípios com até 100 mil habitantes do Estado. Entre os quesitos que são avaliados a SAÚDE é determinante. E, neste sentido, cabe aqui uma reflexão sobre esta pesquisa e sobre a rotina da construção de um sistema de saúde.

 Uma secretaria municipal de Saúde exige trabalho para avançarmos. Temos várias frentes de trabalho. Há o trabalho do dia a dia, o trabalho de ponta, que diz respeito desde as visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde, a manutenção dos 26 pontos de atendimento ao público, as consultas de enfermagem, de odontologia, de fonoaudiologia, os atendimentos fisioterapêuticos, de psicologia, etc. Temos o trabalho médico, consultas, procedimentos e assim por diante. Temos a distribuição de medicamentos, a realização, agendamento e encaminhamento de procedimentos, exames, cirurgias. A vigilância em saúde, epidemiologia, ambiental, sanitária. A lista é longa e a complexidade é nossa rotina. Neste contexto, 3 mil pessoas são atendidas diretamente na rede de saúde, por semana. Outras duas mil pessoas buscam outros encaminhamentos e serviços diversos. A grande maioria destas pessoas está satisfeita e resolve bem suas demandas. Mas há problemas, claro.

Na SESA trabalhamos sob duas lógicas: melhorar estruturas e melhorar os processos de trabalho. Para ambos os casos, investem-se recursos financeiros. E investem-se esforços, pois mudar é um processo danado e penoso, pois nem todos entendem por que mudar se “sempre foi assim”. Mas persistimos, pois há a convicção de que é preciso mudar, reformar a forma das relações estabelecidas, implementar meios fazer mais e melhor. E, como todo processo de mudança, desacomodar causa deslocamentos e eventuais desconfortos. Natural, esperado.
Quando falamos em estruturas,  falamos das Unidades de Saúde. Pois, neste momento, estamos ampliando a UBS do bairro Conventos, reconstruindo o Centro de Saúde do Centro, já reformamos o Centro de Saúde do São Cristóvão e a UBS do Santo Antônio, ampliamos o Centro de Saúde da Montanha e colocamos a Unidade e Pronto Atendimento (UPA) para funcionar. Além disso, mudamos o endereço, melhorando as condições de trabalho, do Ambulatório Municipal de Tratamento da Dependência Química. Também mudamos o endereço do Serviço de Assistência Especializada (SAE) em DST/HIV e Hepatites. Estamos encaminhando a mudança de endereço do CAPS Infanto juvenil “Crescer”. Inauguramos a UBS do Conservas e estamos com o projeto pronto para a licitação da duplicação da UBS do Jardim do Cedro e de uma Academia de Saúde do Bairro Olarias. Há outros projetos engatilhados, que dependem de análise do Ministério da Saúde para serem contemplados. Da Secretaria Estadual de Saúde captamos R$ 450 mil no ano de 2013, o que demandou participar de reuniões com o ex-secretário da saúde Ciro Simoni e com a atual secretária de saúde, Sandra Fagundes. Ainda há alguns dias recebemos duas vans, e temos outros investimentos importantes para 2014. Aguardem. Tudo isto não cai do céu... Nós saímos do gabinete e corremos atrás de recursos, nos aproximamos dos pontos de comando, construímos uma rede de contatos potente e que permite prospectar onde estão os recursos e como podemos acessá-los. Leva tempo, dá trabalho, mas também trás resultados.
Quando falamos em melhorar os processos nos referimos a trabalhar a qualidade do trabalho realizado, melhorando fluxos e rotinas e também investimento na qualificação dos profissionais. Ainda em 2013 realizamos curso para todos os Agentes Comunitários de Saúde. Nesta semana começou outro curso, o Caminhos do Cuidado, mais uma vez com este público e com os técnicos de enfermagem. Sistematicamente enfermeiros, médicos, dentistas, têm reuniões de trabalho e de avaliação, no qual impera o espírito democrático da participação. Além disso, mais de uma dúzia de profissionais participa de curso na Univates sobre Metodologias Ativas nos Processos de Mudança, exatamente para proporcionar um trabalho cada vez melhor no dia a dia. Estimulamos a produção, a pesquisa, o acolhimento. Incentivamos os servidores a buscarem mais. É o nosso trabalho na secretaria.

Para dar um exemplo do que é este trabalho, nesta última segunda-feira, após sucessivas reuniões de trabalho, concluímos o projeto de duas equipes de NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. O projeto está sob análise da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde e em sendo aprovado ele segue e abrimos a perspectiva de efetivar os núcleos no segundo semestre. Na terça-feira estivemos envolvidos em duas reuniões fundamentais, primeiro com a Comissão Intergestores Regional das regiões 29 e 30 e depois com a Secretária Adjunta da Saúde, Rosângela Dorneles, e a coordenação administrativa e técnica do Hospital Bruno Born, discutindo o papel do mesmo na região do Vale do Taquari e estado. O novo contrato está em construção e é importante que as partes estejam sintonizadas neste propósito. Na quarta-feira a Câmara Técnica UPA-SESA-SAMU-CMS-HBB esteve reunida em análise dos atendimentos de urgência e emergência em Lajeado, avaliando problemas, definindo papeis e soluções. Muito produtiva. Na quita-feira estivemos em reunião no Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), com a participação da secretária estadual de saúde, Sandra Fagundes, na qual está reafirmado o compromisso do estado em investir na saúde de todos os gaúchos, ampliando investimentos na atenção básica e principalmente na média complexidade.  E trouxemos 15 detectores fetais e uma impressora, requeridos junto ao Ministério da Saúde.  

É um trabalho árduo, de articulação contínua, pensando nas pessoas, na gente que cuida de gente, na população, nos processos de trabalho, nas estruturas existentes e na ampliação da rede. Queremos mais; mais médicos, mais medicamentos, mais exames, mais promoção da saúde, mais prevenção. Queremos que as pessoas se importem mais consigo mesmo, que se preocupem com sua saúde, com seu sedentarismo, com seus sofrimentos. Queremos uma SESA ativa e atuante, NA PROMOÇÃO DA VIDA. Este texto tem este objetivo, de redefinir nossos propósitos, de lembrarmos que LAJEADO SOMOS TODOS NÓS, a população, os trabalhadores de saúde, as instituições. Os avanços acontecem na coletividade, respeitando o direito de todos, sem privilégios e preconceitos, com inclusão e respeito, com Humanização no atendimento. Eis a nossa missão, que nos parece importante reafirmar neste período, que marca a lembrança do DIA MUNDIAL DA SAÚDE, em 07 de abril de 2014. Que possamos todos pensar mais no “NÓS”. O individualismo deturpa a ética social, pois é no COLETIVO que se constrói um Sistema Único de Saúde melhor. Lajeado somos todos nós.


domingo, 23 de março de 2014

Às vezes eu penso...

E, nas vezes que eu penso, não me dói a cabeça, o que é ótimo. Pensar faz bem à saúde. Aliás, pensar é um ato humano que considero fundamental pois, ao pensarmos exercemos a liberdade. Liberdade, que bela palavra... Tantos dizem e cantam em torno de sentir-se livres e, no entanto, a liberdade é tão difícil de alcançar. Sei lá, muitos se dizem livres, pensam ser livres, mas estão livres, de fato? Pensar, pensar, pensar...

Às vezes eu penso e isso me dá alguma certeza sobre o que acontece em minha vida. Confesso que não é a melhor vida do mundo, me faltam elementos para a felicidade plena, gasto parte de minhas energias com coisas fugazes e me faltam energias para outras coisas nem tão fugazes assim. Mas eu penso que estou no caminho certo. Minha alma é livre e domino meus passos [até certo ponto, pois a liberdade nunca é plena...]

Talvez eu pense o tempo todo.Ou, por vezes, me iluda que penso. Mas, na média, me considero um pensador razoável. Tenho opinião própria, decido meus passos, minha alma é livre e se quiser mudar rumos, mudo, não tenham dúvidas quanto a isso. Se a felicidade não é possível em dado porto, mudo o porto e pronto. Nada deve nos amarrar em torno de causas estranhas à nossa ética pessoal. Nada, nada mesmo.

Por fim, ao fim e ao cabo, o que importa disso tudo é que ao exercermos a capacidade de pensar temos a clareza de que há pessoas que estão em nossas vidas e que valem muito a pena. E há aqueles que são passáveis. Em cada conhecer um novo conhecer, uma experiência, para o bem, para o mal. Mas, a capacidade de pensar no leva a isso: a experimentação do viver, de buscar felicidade, de triar entre o que é o bom ou não...

Divagações apenas, depois de um fim de semana trabalhando em casa, colocando em dia coisas que não tenho tempo de resolver na hora do expediente. Pois é, isso muitos não enxergam, mas a vida é assim.