segunda-feira, 13 de junho de 2011

Orientações para implantação de ações/serviços de PNPIC

Publicado/Atualizado em 25/5/2011 11:49:21 - COFFITO

Orientações para implantação de ações/serviços de Práticas Integrativas e Complementares no SUS - PNPIC

PARA QUEM: gestores municipais e estaduais do Sistema Único de Saúde

QUAIS SÃO AS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES?

A medicina tradicional chinesa – acupuntura, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia, medicina antroposófica e termalismo social/crenoterapia, são práticas que estimulam os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde e contribuem, entre outros, para a promoção da saúde, inserção social, redução do consumo de medicamentos, melhoria da autoestima e da qualidade de vida.

Medicina Tradicional Chinesa: Sistema médico integral, originado há milhares de anos na China, que se fundamenta na teoria do Yin-Yang e a dos cinco movimentos. Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, observação da face e língua e possui como abordagens terapêuticas a acupuntura, plantas medicinais e fitoterápicos, dietoterapia, práticas corporais e mentais.

Acupuntura: Recurso terapêutico da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) que pode ser usado de forma isolada ou integrado com outros recursos terapêuticos. Entre as inúmeras indicações, destaca-se seu uso no manejo de doenças osteoarticulares.

Homeopatia: Sistema médico complexo, de caráter holístico, baseado no princípio vitalista e na lei dos semelhantes, enunciada por Hipócrates no século IV a.C. A homeopatia desenvolvida por Samuel Hahnemann no século XVIII, utiliza como recurso diagnóstico a matéria médica e o repertório e, como recurso terapêutico, o medicamento homeopático.

Plantas Medicinais e Fitoterapia: Terapêutica caracterizada pelo "uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal". A prática da Fitoterapia incentiva o desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social. Os serviços podem oferecer os seguintes produtos: planta medicinal "in natura", planta medicinal seca (droga vegetal), fitoterápico manipulado e/ou fitoterápico industrializado.

Termalismo social/crenoterapia: Abordagem baseada na indicação e uso de águas minerais de forma complementar aos demais tratamentos de saúde. Destaca-se que o Brasil dispõe de recursos naturais e humanos ideais ao seu desenvolvimento no SUS.

Medicina antroposófica: A medicina antroposófica – MA apresenta-se como abordagem médico-terapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado em saúde. Entre os recursos terapêuticos que acompanham a abordagem médica, destaca-se o uso de medicamentos baseados na homeopatia, na fitoterapia e outros específicos da medicina antroposófica. Integrado ao trabalho médico está prevista a atuação de outros profissionais da área da saúde, de acordo com as especificidades de cada categoria.

O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO E FINANCIAMENTO

Premissas

O financiamento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares está inserido na Média e Alta Complexidade (MAC) e, portanto, pelas regras atuais, os municípios que não estavam habilitados na gestão plena do Sistema (NOB ou NOAS) e, que ainda não fizeram o pacto de gestão ou que na pactuação não tenham incluído serviços de média complexidade não poderão cadastrar/informar os serviços de média e alta complexidade.

Nesse caso, a responsabilidade continua sendo do estado, inclusive de informar a produção e também proceder os repasses.

Se o serviço estiver numa unidade básica, ela deverá ser considerada como estabelecimento de dupla gestão, onde o município deverá informar os dados de produção e encaminhar ao estado, que processa toda a parte da média e alta complexidade e encaminha para a base de dados nacional.

Do processo de implantação

O gestor municipal/estadual interessado em implantar o serviço de Práticas Integrativas e Complementares ou alguma das práticas deverá, observadas as premissas, identificar na rede, profissionais especializados nas áreas e os serviços onde estão inseridos, além de elaborar plano de implantação. Posteriormente, ajustar as informações no Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – SCNES, para que o financiamento das ações seja autorizado/liberado pela esfera federal.

Como cadastrar os serviços e os profissionais de Práticas Integrativas e Complementares:

1. Se o serviço for implantado numa Unidade ainda não cadastrada no SCNES:

No caso de novos estabelecimentos, o primeiro passo é o cadastro no Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – SCNES, cujos passos são de conhecimento da equipe responsável pelo CNES nos municípios/estados.

2. Se o serviço for implantado numa Unidade já cadastrada no SCNES:

Se o estabelecimento já estiver cadastrado no SCNES, o gestor deverá:

A. Acessar o estabelecimento na base local do CNES, no módulo conjunto, e na aba "Serviços Especializados" incluir o serviço 134 – Práticas Integrativas e Complementares e selecionar uma ou mais da(s) classificação(ções) existente(s): (1) Acupuntura, (2) Fitoterapia, (3) Homeopatia, (4) Medicina antroposófica, (5) outras técnicas em Medicina Tradicional Chinesa, (6) Práticas corporais/atividade física e (7) Termalismo/Crenoterapia.

B. Cadastrar os profissionais que realizarão o serviço, descritos nas Portarias MS/SAS n° 154 de 18 de março de 2009 e n° 84 de 25 de março de 2009, as quais estabeleceram um conjunto de profissionais para cada Serviço/Classificação, para o qual sem o cumprimento desse requisito não é possível exportar dados do estabelecimento para a Base Nacional do CNES e posteriormente validar e enviar para os Sistemas de Informações Ambulatoriais e Hospitalares. Para realizar o cadastro é necessário acessar o sistema local do CNES e clicar na opção Cadastro - Profissionais. Nesse cadastro existe a opção de cadastramento de profissionais SUS e NÃO SUS, e no caso em questão eles deverão ser cadastrados como profissionais SUS.

Observação: Ressalta-se que todos esses dados, tanto do estabelecimento quanto dos profissionais devem ser preenchidos inicialmente na ficha de cadastro disponíveis no site do CNES para, posteriormente, ser transferida para o Sistema local do CNES.

Dos incentivos financeiros

Observar a Tabela Unificada e as portarias de financiamento da Atenção Básica.

- Portaria SAS/MS Nº 154 de 18 de março de 2008, que instituiu o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, o manual e o Sistema SCNES

- Portaria GM Nº 154, de 24 de janeiro de 2008, republicada em 04 de março de 2008. Cria os núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF.

- Portaria SAS Nº 84, de 25 de março 2009. Adequar o serviço especializado 134 – Serviço de Práticas Integrativas e sua classificação 001 – Acupuntura.

- Portaria GM 3237, de 24 de dezembro de 2007, que aprova as normas de execução e de financiamento da assistência farmacêutica na atenção básica em saúde e define o elenco de referência de medicamentos e insumos complementares para a Assistência Farmacêutica na Atenção Básica.

- Portaria Nº 2982, de 26 de novembro de 2009, Aprova as Normas de Execução e de Financiamento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica.

Observação: nesta portaria foram inseridos fitoterápicos e medicamentos homeopáticos no elenco de medicamentos, que necessitam ser pactuados nas Comissões Intergestores Bipartites para serem oferecidos nos serviços.

Legislação: Todas as portarias e legislação estão disponíveis no site www.saude.gov.br/dab no link Práticas Integrativas e Complementares.

- Portaria GM Nº. 971/Ministério da Saúde, de 03 de maio 2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS,

- Portaria GM Nº 1600, de 17 de julho de 2006, que aprova o observatório de Medicina Antroposófica.

- Decreto Nº 5813 de 22 de junho de 2006, que aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos.

- Portaria Interministerial Nº 2960 de 09 de dezembro de 2008, que aprova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências.

- Portaria GM Nº 1996 de 20 de agosto de 2007, que dispõe sobre as diretrizes para implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde e dá outras providências.

- Resoluções da ANVISA para plantas medicinais, fitoterápicos e medicamentos homeopáticos disponíveis em www.anvisa.gov.br

Observação: Verificar a existência no estado e/ou município de legislação e/ou políticas referentes às Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

Contatos Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e Complementares/DAB/SAS/MS Correio eletrônico: pics@saude.gov.br www.saude.gov.br/dab práticas integrativas e complementares Telefones: (61) 3306-8030

 


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cíclico

As turbulências políticas são cíclicas. Tal qual vulcões, que insistem em expelir suas fuligens e lavas por aí. É o que ocorre agora. No Chile, um vulcão se enfurece e escurece os céus do sul da América. E, no Brasil, cai Palocci, enrolado com explicações que não convencem..

Cíclico...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia do Desafio hoje

 


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Boletim diário EcoDebate Edição 1.343, de 18/maio/ 2011

O Meio Antrópico – Saneamento Básico, artigo de Roberto Naime

Participação dos Catadores de Materiais Reciclávei e Reutilizáveis na PNRS, artigo de Antonio Silvio Hendges

A 'evolução' humana apenas começou, artigo de Maurício Gomide Martins

Caetité, Bahia: continua o impasse sobre o destino da carga nuclear

Impasse sobre Código Florestal impede acordo sobre votações

Código Florestal: Nota de repúdio às acusações feitas ao GTA em notícias veiculadas pela imprensa

Amazônia: A floresta desaparecida da beira das estradas

Ibama detecta queimada de mais de mil hectares e flagra exploração ilegal de madeira no norte de Mato Grosso

Relatório da Plataforma DHESCA aponta violações em Jirau e prevê repetição em Belo Monte

Trabalhadores rurais reclamam das condições de trabalho no campo durante Grito da Terra

Fibra produzida de forma ambientalmente correta, sisal é alternativa de baixo custo para compor alvenaria

Entidades questionam publicidade infantil e autorregulamentação do setor

O futuro da energia nuclear, artigo de José Goldemberg

Prorrogação do Proinfa por mais um ano vai custar mais R$ 182 milhões a consumidor de energia

A quem interessa a expansão da transgenia no Brasil? Entrevista com Gilles Ferment

Discovery of Bt insecticide in human blood proves GMO toxin a threat to human health, study finds

[ O conteúdo do EcoDebate é "Copyleft", podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

terça-feira, 5 de abril de 2011

Boletim diário EcoDebate Edição 1.313, de 05/abril/ 2011

Boletim de atualização do Portal EcoDebate - Edição 1.313, de 05/abril/ 2011

"Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente."

Pedimos aos(às) nossos(as) leitores(as) que nos auxiliem na socialização da informação, sugerindo, recomendando ou encaminhando este boletim diário ou recomendando o próprio portal EcoDebate a outras pessoas, potencialmente interessadas nos mesmos temas que debatemos.

http://www.ecodebate.com.br/img/banner-revista.jpg

Desejamos a todos um bom dia e uma boa leitura

Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos, artigo de Antonio Silvio Hendges

Iluminismo e direito ambiental, artigo de Haide Maria Hupffer e Roberto Naime

A política como forma de atividade humana está estreitamente ligada ao poder, artigo de Nelson Tembra

Mudanças Climáticas podem fortalecer as diversas lutas dos movimentos sociais

Câmara dos Deputados: Comissão da Amazônia e grupo de trabalho discutem novo Código Florestal

Discussão sobre novo Código Florestal está 'na reta final', afirma ministra do Meio Ambiente

Ruralistas fazem manifestação em defesa do relatório de Aldo Rebelo propondo mudanças no Código Florestal

Operação do Ibama apreende 1,6 mil cabeças de gado em áreas embargadas no Pará

Homofobia e Violência: A cada 36 horas, um homossexual é morto no Brasil

Cientistas sequenciam os genomas completos de tumores de 50 pacientes com câncer de mama

O clima acelera; a diplomacia, não, artigo de Washington Novaes

Benefícios do chá verde, artigo de Frederico Lobo

Por qué no somos sustentables, por Hugo von Bernard e Martha Gorbarán

O papel das grandes empresas no mercado dos agrotóxicos

Alemanha: A retomada da sensibilidade pelas questões verdes

'Consenso' nuclear começa a enfrentar resistência na França

Crise radioativa ficará previsivelmente delimitada em torno a Fukushima, mas será catastrófica

A utopia verde de Masdar City, em Abu Dhabi, se depara com a realidade

[ O conteúdo do EcoDebate é "Copyleft", podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]


 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Boletim diário EcoDebate Edição 1.304, de 23/março/ 2011

Boletim de atualização do Portal EcoDebate - Edição 1.304, de 23/março/ 2011

"Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente."

Pedimos aos(às) nossos(as) leitores(as) que nos auxiliem na socialização da informação, sugerindo, recomendando ou encaminhando este boletim diário ou recomendando o próprio portal EcoDebate a outras pessoas, potencialmente interessadas nos mesmos temas que debatemos.

Desejamos a todos um bom dia e uma boa leitura

A economia não pode desconsiderar os serviços prestados pela natureza, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira e Volmir Meneguzzo

O desastre natural e o desastre nuclear no Japão, artigo de Maurício Gomide Martins

Saneamento em Florianópolis: 'Situação vexatória', doutor? artigo de Ana Echevenguá

Reator nuclear não explode como uma bomba nuclear, artigo de Antonio Germano Gomes Pinto

Baianos dizem não à energia nuclear

Belo Monte: empresas interessadas na compra da parte da Bertin no Consórcio recebem notificação extrajudicial

MPF/RO abre inquérito para acompanhar situação de Jirau

Governo terá plano de estudo sobre a vulnerabilidade e adaptação de ecossistemas à mudança climática

Audiência pública na Câmara expõe divergência entre produtores de fumo e Anvisa

Lei Maria da Penha é eficaz e tem evitado agressões contra as mulheres

Água: vital para a reprodução da vida no planeta, entrevista com Wagner Costa Ribeiro

Desastre Nuclear em Fukushima: Uma advertência ao mundo, artigo de Amy Goodman

Tepco teria mentido nos relatórios de controle sobre complexo nuclear de Fukushima

O maior erro de Fukushima é a localização de Fukushima

Após o desastre nuclear de Fukushima as termelétricas a gás natural são a nova 'aposta'

Cambio económico o cambio climático, por Carlos Merenson

Chinese geologists warn of dam building on Nu River's faultines

[ O conteúdo do EcoDebate é "Copyleft", podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

quinta-feira, 17 de março de 2011

KNIPHOFF SUGERE INSTALAÇÃO DE “CPI”

O vereador Sérgio Kniphoff -PT- solicitou à Mesa Diretora da Câmara Municipal, o envio de ofício à Prefeita Municipal Carmen Regina Cardoso, requerendo copias do edital de licitação, propostas recebidas pelo Executivo e contrato assinado com a Empresa vencedora da licitação para implantação de dispositivos eletrônicos de controle de velocidade de veículos, no município de Lajeado.

 

Essa solicitação se justifica, tendo em vista que a empresa Eliseu Kopp, contratada pela municipalidade para prestar serviços na área, é a mesma que apareceu na Reportagem do Programa Fantástico da Rede Globo, do dia 13 de março, oferecendo propina para agentes públicos em troca de contrato para instalação de lombadas e pardais em diversos municípios.

 

Toda a documentação que deverá, por força de lei, ser entregue aos vereadores num prazo máximo de 30 dias, será analisada pelo departamento jurídico do partido. 

"É difícil acreditar que "Lajeado seja uma ilha no meio desse mar de corrupção, e devemos ir até o fim na investigação, não importando quem esteja na Administração, nem que para isso, havendo indícios de irregularidades, tenhamos que instaurar uma CPI", finalizou o vereador.

(Da Assessoria de Comunicação)