Outro dia, mais uma vez, uma criança é esquecida no carro
Em Santa Rosa
E o que seria uma vida repleta de sonhos se esgota ali
Tragédia... inimaginável...
Desesperador, em todos os sentidos.
De alguma forma tento me imaginar no papel deste pai
Não consigo
Terror total, medo...
A pobre criança se foi na sua inocência
E a paz de espírito de uma família evaporou-se
O que se passa na cabeça de uma pessoa neste momento?
Como conviver com a terrível culpa de perder-se?
Como reerguer-se?
Será possível?
Mais devagar... mais vagar... mais vida, menos pressa...
Na urgência de fazer tudo ao mesmo tempo acontece o erro
A imprudência...
E as janelas nebulosas se abrem
E a tragédia...
Dor...
Qual modelo de sociedade queremos? E, quanto à saúde, quais as prioridades? A questão é refletirmos permanentemente sobre estes e outros temas.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
A questão da UTI pediátrica e da UTI neonatal de Lajeado
Nas últimas semanas a questão das UTIs pediátrica e neonatal
está na pauta dos debates. Falamos muito da UTI de Lajeado. É preciso lembrar
também daquela que está no Hospital Estrela. Nossa rede de UTIs na região, à
princípio, seria suficiente (ou quase) se só atendêssemos à população do Vale
do Taquari. Mas não: hoje, com a rede estadual, atendemos um percentual alto de
crianças de outros lugares. E, eventualmente, crianças nossas acabam por ser
deslocadas para outros lugares. Triste realidade, mas necessária frente à
carência de leitos e à má distribuição dos mesmos pelo estado. Há cidades com
muitos leitos de UTI. Há regiões que praticamente não tem leitos. O motivo
disto é que é caro implantar um leito de UTI. E muito caro mantê-lo também. As
portarias ministeriais, formuladas tecnicamente, não estão erradas: o que se
quer é que a criança (e o adulto) que interna na UTI seja atendida dentro de
padrões técnicos especiais, minimizando riscos e mortes. Quando isto não
acontece, o percentual de óbitos aumenta e isto ninguém quer.
O problema é que as portarias mexem em estruturas
consolidadas e periodicamente exigem que os serviços se qualifiquem. Por
exemplo, não faz muito que a evolução da legislação exigiu que as equipes que
trabalham na UTI tivessem qualificação específica, formação posterior à
graduação. Isto, do ponto de vista da técnica e da sobrevida dos pacientes é
bom. Mas encarece o atendimento. Há então uma pressão sobre o hospital para que
se adapte e normalmente são dados prazos para isto. É o caso que vivenciamos
agora: novembro é o prazo.
A questão então é que os passos no campo da política já
estão sendo dados. Na semana passada vimos o deputado Ênio Bacci acenando com
recursos via emendas parlamentares. A Secretaria Estadual de Saúde acena com
apoio. Eu mesmo, dia 09/01, em reunião com Márcio Slaviero, coordenador do
Departamento de Coordenação das Regionais de Saúde, da SES/RS já manifestava a
preocupação quanto a conciliar a técnica com a política. Não é possível
simplesmente desfazer o que está instituído. Nossas UTIs pediátricas trabalham bem,
têm profissionais que se capacitaram para este trabalho e vêm desenvolvendo um
bom trabalho. Fechar UTIs não é a solução. Adequar-se, dentro do devido prazo,
com os recursos que forem necessários, parece ser o caminho óbvio. A partir
disto, me parece óbvio que é possível sairmos bem dessa “sinuca de bico”. Todos
dizem que no nível federal temos recursos para investir em saúde, “basta termos
bons projetos”. Bem, sendo assim, formule-se o projeto e encaminhe-se. Conheço
a direção do HBB e imagino que o projeto já esteja pronto, ou quase. Tenho fé
que a questão vai ser bem resolvida. Desde já nos colocamos a disposição para
participar desta cruzada em benefício de nossas UTIs.
WorkShop do Hospital Bruno Born na 6ª feira, dia 18
Na última sexta-feira, dia 18, a secretária adjunta da
SESA/LAJEADO, Ana Reckziegel de Souza, o coordenador médico Ronald Wolff e eu
estivemos participando do encontro promovido pelo Hospital Bruno Born com os
gestores de saúde da região. O encontro ocupou todo o dia e serviu para
conhecermos mais os serviços oferecidos pelo Hospital, desde o Pronto Socorro
até as altas complexidades, como a cardiologia e a oncologia. A diretora do
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Magali Grave e a pró-reitora de
Ensino, Luciana Fernandes, da Univates, também explanaram sobre a interação da
instituição com a saúde da região. O município de Lajeado certamente
desenvolverá importantes parcerias com o hospital, na medida em que é o maior
prestador de serviços ao SUS da região, contando atualmente com mais de 800
colaboradores, entre funcionários e terceirizados.
Conselho de Saúde conhece nova equipe de Gestão da SESA/LAJEADO
No dia 17/01, 5ª-feira, ocorreu a reunião ordinária do
Conselho Municipal de Saúde de Lajeado, que iniciou às 18h15min junto ao Salão
de Eventos da prefeitura de Lajeado. O presidente em exercício, Ricardo Ewald
abriu o expediente e posteriormente uma parte da nova equipe gestora da SESA
foi apresentada. Estiveram presentes a coordenadora de enfermagem, Ana Gleisa
Cargnelutti, a secretária adjunta, Ana Luiza Reckziegel de Souza, o coordenador
médico, Ronald Wolff, a coordenadora de Projetos Especiais, Marcele Brandelli,
a coordenadora da Saúde do Trabalhoador, Nilva Roman e eu. Explanamos sobre
algumas propostas da equipe e reafirmamos nosso desejo de contar com o CMS para
debater todos os temas da política de saúde municipal. Manifestamos ainda nossa
preocupação em viabilizar os projetos já em andamento na brevidade possível e
dentro da capacidade financeira que o orçamento do município tem.
Reunião com Direção do Hospital Bruno Born
Na manhã de 5ª-feira, dia 17, o prefeito de Lajeado, Luis
Fernando Schmidt, o Secretário Geral de Governo, Auri Heisser, a assessora de
comunicação, Ana Garske, o coordenador médico da SESA, Ronald Wolff e eu
estivemos reunidos com a direção da Sociedade Beneficente de Lajeado e do
Hospital Bruno Born. A reunião teve por objetivo avaliar uma série de assuntos
que são comuns ao hospital e à prefeitura. A questão das UTI´s pediátrica e
neonatal, o atendimento do pronto socorro/pronto atendimento, a UPA e a possibilidade
de desenvolver projetos conjuntamente foram alguns dos temas discutidos. O que ficou claro é que ambos devem
aproximar-se mais, dialogar ao invés de competir entre si e, desta forma,
aperfeiçoar o sistema de saúde municipal.
Serviço de Atendimento Especializado (SAE) mantém cadastrados mais de 400 lajeadenses
Na manhã de 16/01 estivemos reunidos junto à equipe do SAE e
da coordenação da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS) de
Lajeado. A reunião visou avaliar a assistência prestada pelos dois serviços,
analisando as dificuldades e potencializando as ações. Atualmente o SAE é
referência para a maioria dos municípios da 16ª Coordenadoria Regional de
Saúde, prestando informações, capacitando e atendendo à demanda regional. Mais
de 800 pessoas estão cadastradas no serviço, dos quais cerca da metade é de
Lajeado. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e a AIDS são as maiores
demandas. A equipe é qualificada e presta um serviço de alta relevância. Desde
já nos comprometemos a reforçar a equipe, com a inserção de uma assistente
social e uma nutricionista, que serão importantes tendo em vista o perfil dos
usuários do serviço.
SESA reafirma desejo de manter parceria com a CURES
No dia 15/01 a Secretaria de Saúde de Lajeado esteve
representada na reunião que envolveu a Clínica Universitária Regional de Educação
e Saúde (CURES) da Univates e os novos gestores de saúde da região. No encontro
explanou-se sobre o funcionamento da CURES e as potencialidades da mesma no
desenvolvimento do SUS no nível municipal e regional. Até o final de 2012,
apenas Cruzeiro do Sul, Arroio do Meio e Estrela mantinham convênio. Já
manifestamos que a partir deste ano nosso município de Lajeado também
desenvolverá a parceria. O trabalho permitirá o atendimento especializado de
usuários do SUS da rede municipal dentro dos princípios da
interdisciplinaridade da assistência. Trata-se da interação contínua do serviço
de saúde com o ensino, relação que é benéfica tanto para aqueles que são
atendidos quanto para os supervisores, tutores e acadêmicos envolvidos.
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