domingo, 3 de fevereiro de 2013

LIXO NA LIXEIRA É SAÚDE PARA TODOS

Ontem, sábado, participei do mutirão de limpeza das beiras da BR-386, em Lajeado. Estiveram lá cerca de 50 servidores da prefeitura de Lajeado, inclusive prefeito e vice-prefeito. Sempre haverá aquele que pensará ser uma demagogia. Mas, retiramos uma caçamba de caminhão de lixo em pouco mais de 1 km de estrada. A medida tem fins educativos. Cada cidadão de Lajeado pode colaborar a sua maneira, começando por manter limpo o espaço público em frente de sua casa. E, também, não jogando o lixo fora da lixeira.
Pois bem, nesta manhã de domingo passei pela Avenida Avelino Tallini, esta que passa pela Univates. Fico muito triste com o que vejo ali: centenas de latas, garrafas, plásticos, restos de cigarros, entre outros resíduos, jogamos por ali. A poucos metros, lixeiras. Ainda esta semana, nos jornais da cidade, este problema foi abordado.
A questão aqui é que há um comportamento inadequado de parte importante da comunidade ao jogar o lixo em qualquer lugar. O argumento “pago meus impostos, então alguém tem que ajuntar” é falacioso. Ou alguém joga o lixo dentro de casa? Se não, por que jogá-lo na via pública? É uma questão séria, de educação, de saúde, de cidadania. Não é problema dos jovens, dos adultos. É problema de todos.
Este pequeno desabafo é também para dizer que todos nós deveríamos saber viver melhor dentro do grupo, da comunidade, respeitando os outros. Se o sujeito joga o lixo no meio da rua, me perdoem, mas é um ato anticidadania. É uma falta de respeito que causa uma série de problemas, inclusive de saúde.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mais devagar

Outro dia, mais uma vez, uma criança é esquecida no carro
Em Santa Rosa
E o que seria uma vida repleta de sonhos se esgota ali
Tragédia... inimaginável...
Desesperador, em todos os sentidos.
De alguma forma tento me imaginar no papel deste pai
Não consigo
Terror total, medo...
A pobre criança se foi na sua inocência 
E a paz de espírito de uma família evaporou-se
O que se passa na cabeça de uma pessoa neste momento?
Como conviver com a terrível culpa de perder-se?
Como reerguer-se?
Será possível?
Mais devagar... mais vagar... mais vida, menos pressa... 
Na urgência de fazer tudo ao mesmo tempo acontece o erro
A imprudência...
E as janelas nebulosas se abrem
E a tragédia...
Dor...

domingo, 20 de janeiro de 2013

A questão da UTI pediátrica e da UTI neonatal de Lajeado


Nas últimas semanas a questão das UTIs pediátrica e neonatal está na pauta dos debates. Falamos muito da UTI de Lajeado. É preciso lembrar também daquela que está no Hospital Estrela. Nossa rede de UTIs na região, à princípio, seria suficiente (ou quase) se só atendêssemos à população do Vale do Taquari. Mas não: hoje, com a rede estadual, atendemos um percentual alto de crianças de outros lugares. E, eventualmente, crianças nossas acabam por ser deslocadas para outros lugares. Triste realidade, mas necessária frente à carência de leitos e à má distribuição dos mesmos pelo estado. Há cidades com muitos leitos de UTI. Há regiões que praticamente não tem leitos. O motivo disto é que é caro implantar um leito de UTI. E muito caro mantê-lo também. As portarias ministeriais, formuladas tecnicamente, não estão erradas: o que se quer é que a criança (e o adulto) que interna na UTI seja atendida dentro de padrões técnicos especiais, minimizando riscos e mortes. Quando isto não acontece, o percentual de óbitos aumenta e isto ninguém quer.
O problema é que as portarias mexem em estruturas consolidadas e periodicamente exigem que os serviços se qualifiquem. Por exemplo, não faz muito que a evolução da legislação exigiu que as equipes que trabalham na UTI tivessem qualificação específica, formação posterior à graduação. Isto, do ponto de vista da técnica e da sobrevida dos pacientes é bom. Mas encarece o atendimento. Há então uma pressão sobre o hospital para que se adapte e normalmente são dados prazos para isto. É o caso que vivenciamos agora: novembro é o prazo.
A questão então é que os passos no campo da política já estão sendo dados. Na semana passada vimos o deputado Ênio Bacci acenando com recursos via emendas parlamentares. A Secretaria Estadual de Saúde acena com apoio. Eu mesmo, dia 09/01, em reunião com Márcio Slaviero, coordenador do Departamento de Coordenação das Regionais de Saúde, da SES/RS já manifestava a preocupação quanto a conciliar a técnica com a política. Não é possível simplesmente desfazer o que está instituído. Nossas UTIs pediátricas trabalham bem, têm profissionais que se capacitaram para este trabalho e vêm desenvolvendo um bom trabalho. Fechar UTIs não é a solução. Adequar-se, dentro do devido prazo, com os recursos que forem necessários, parece ser o caminho óbvio. A partir disto, me parece óbvio que é possível sairmos bem dessa “sinuca de bico”. Todos dizem que no nível federal temos recursos para investir em saúde, “basta termos bons projetos”. Bem, sendo assim, formule-se o projeto e encaminhe-se. Conheço a direção do HBB e imagino que o projeto já esteja pronto, ou quase. Tenho fé que a questão vai ser bem resolvida. Desde já nos colocamos a disposição para participar desta cruzada em benefício de nossas UTIs.  

WorkShop do Hospital Bruno Born na 6ª feira, dia 18


Na última sexta-feira, dia 18, a secretária adjunta da SESA/LAJEADO, Ana Reckziegel de Souza, o coordenador médico Ronald Wolff e eu estivemos participando do encontro promovido pelo Hospital Bruno Born com os gestores de saúde da região. O encontro ocupou todo o dia e serviu para conhecermos mais os serviços oferecidos pelo Hospital, desde o Pronto Socorro até as altas complexidades, como a cardiologia e a oncologia. A diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Magali Grave e a pró-reitora de Ensino, Luciana Fernandes, da Univates, também explanaram sobre a interação da instituição com a saúde da região. O município de Lajeado certamente desenvolverá importantes parcerias com o hospital, na medida em que é o maior prestador de serviços ao SUS da região, contando atualmente com mais de 800 colaboradores, entre funcionários e terceirizados. 

Conselho de Saúde conhece nova equipe de Gestão da SESA/LAJEADO


No dia 17/01, 5ª-feira, ocorreu a reunião ordinária do Conselho Municipal de Saúde de Lajeado, que iniciou às 18h15min junto ao Salão de Eventos da prefeitura de Lajeado. O presidente em exercício, Ricardo Ewald abriu o expediente e posteriormente uma parte da nova equipe gestora da SESA foi apresentada. Estiveram presentes a coordenadora de enfermagem, Ana Gleisa Cargnelutti, a secretária adjunta, Ana Luiza Reckziegel de Souza, o coordenador médico, Ronald Wolff, a coordenadora de Projetos Especiais, Marcele Brandelli, a coordenadora da Saúde do Trabalhoador, Nilva Roman e eu. Explanamos sobre algumas propostas da equipe e reafirmamos nosso desejo de contar com o CMS para debater todos os temas da política de saúde municipal. Manifestamos ainda nossa preocupação em viabilizar os projetos já em andamento na brevidade possível e dentro da capacidade financeira que o orçamento do município tem. 

Reunião com Direção do Hospital Bruno Born


Na manhã de 5ª-feira, dia 17, o prefeito de Lajeado, Luis Fernando Schmidt, o Secretário Geral de Governo, Auri Heisser, a assessora de comunicação, Ana Garske, o coordenador médico da SESA, Ronald Wolff e eu estivemos reunidos com a direção da Sociedade Beneficente de Lajeado e do Hospital Bruno Born. A reunião teve por objetivo avaliar uma série de assuntos que são comuns ao hospital e à prefeitura. A questão das UTI´s pediátrica e neonatal, o atendimento do pronto socorro/pronto atendimento, a UPA e a possibilidade de desenvolver projetos conjuntamente foram alguns dos temas discutidos.  O que ficou claro é que ambos devem aproximar-se mais, dialogar ao invés de competir entre si e, desta forma, aperfeiçoar o sistema de saúde municipal. 

Serviço de Atendimento Especializado (SAE) mantém cadastrados mais de 400 lajeadenses


Na manhã de 16/01 estivemos reunidos junto à equipe do SAE e da coordenação da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS) de Lajeado. A reunião visou avaliar a assistência prestada pelos dois serviços, analisando as dificuldades e potencializando as ações. Atualmente o SAE é referência para a maioria dos municípios da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde, prestando informações, capacitando e atendendo à demanda regional. Mais de 800 pessoas estão cadastradas no serviço, dos quais cerca da metade é de Lajeado. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e a AIDS são as maiores demandas. A equipe é qualificada e presta um serviço de alta relevância. Desde já nos comprometemos a reforçar a equipe, com a inserção de uma assistente social e uma nutricionista, que serão importantes tendo em vista o perfil dos usuários do serviço.