domingo, 17 de fevereiro de 2013

Superlotação do PS acarreta mudanças

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Jornal A Hora do Vale → Edição 851 - 15, 16 e 17 de fevereiro de 2013
14/02/2013
Superlotação do PS acarreta mudanças
Governo de Lajeado quer rever fechamento dos postos em feriados facultativos
Vale do Taquari - As filas em busca de atendimento no Pronto-Socorro (PS) do Hospital Bruno Born (HBB) na segunda-feira provocam reação nos órgãos públicos. Em Lajeado, a Secretaria de Saúde prevê mudanças nas datas com descansos por ponto facultativo.
No feriado de Carnaval, os postos de saúde ficaram fechados. Pacientes aguardaram até sete horas por uma consulta. Conforme a administração do HBB, o movimento em relação aos dias normais dobrou.
hCerca de 260 pessoas foram atendidas só na segunda-feira. Em todo o fim de semana, foram cerca de 460 consultas. A capacidade do PS é de cem atendimentos por dia.
O secretário municipal de Saúde, Glademir Schwingel, diz que o fato de não haver atendimento na rede básica durante o Carnaval é tradicional em Lajeado.
Alega que outros municípios também fecham os postos de saúde e que os plantões são voltados para casos de emergência e urgência nos hospitais.
Conta que resolveram manter as unidades fechadas por três motivos: dificuldade de pessoal, pois muitos servidores estão de férias; pela rotina de os estabelecimentos fecharem no Carnaval e pelo processo de trabalho, com base no convênio com o HBB para o atendimento.
Garante que esse tipo de situação não se repetirá nos feriados com ponto facultativo. Exceto em datas como na Páscoa, em que a folga está instituída no calendário oficial.

Recurso para Upa fora do orçamento
A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), apesar da estrutura concluída, não está em funcionamento e sem previsão para tanto. O governo federal encaminhou no ano passado, entre setembro e outubro, R$ 650 mil para compra de mobiliário e equipamentos.
O montante não aparece no orçamento do ano. Para comprar os materiais, o governo terá de encaminhar projeto à câmara de vereadores, modificando a lei. Só depois desse trâmite, a administração poderá lançar a licitação.
Conforme Schwingel, outra dificuldade será a contratação dos profissionais. Após o cumprimento dessas etapas, a estrutura passa por vistoria do Ministério da Saúde (MS), que autoriza a abertura da UPA.
Quando o estabelecimento estiver funcionando, o secretário acredita que parte do problema no PS será resolvido. Afirma que a UPA vem para somar e não competir com o PS.
Segundo ele, o governo quer aprofundar o diálogo com a direção do hospital para definir o modelo de trabalho entre as instituições. A UPA será mantida com verba federal e estadual, com atendimento em regime de plantão 24h para toda a região. A capacidade chegará a 300 consultas por dia.

Convênios para PS
Conforme Schwingel, pelo convênio com o HBB o município repassa R$ 180 mil por mês, algo próximo dos R$ 6 mil por dia. “Acredito que isso paga boa parte da equipe.”
O secretário relata que nas semanas anteriores ao Carnaval, foi decidido que o governo municipal cederia um médico para ajudar no atendimento na segunda-feira no PS das 7h às 22h.
Para ele, mesmo se o posto do bairro Montanha ficasse aberto para desafogar o HBB, os casos graves seriam repassados ao PS. Schwingel divide a responsabilidade pelos problemas com o HBB. “Sabíamos que teríamos problemas. Assumimos o risco e tentamos diminuir com o profissional cedido.”
De acordo com o secretário, manter plantões nos postos de saúde é inviável. “O município não dispõe de recursos nem de pessoal.” Schwingel acredita que com os recursos destinados pelas demais cidades, o HBB poderia investir em melhorias no PS.
Em entrevista à Radio Independente, o diretor administrativo, Élcio Callegaro, falou sobre o projeto de ampliação dos serviços. Segundo ele, o atendimento passara para 150 pessoas por dia.
A direção da entidade aguarda a liberação dos recursos pelo governo do estado. Callegaro acredita que a obra deve durar de 90 a 120 dias. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Chuva, feriado, Carnaval e a assistência à saúde



Feriadão de 4 dias, no caso, em que quase tudo para. Carnaval, no Brasil, é uma data que foge a normalidade. Todos os postos de saúde da região pararam, inclusive os de Lajeado. No caso dos serviços de saúde, a exceção são os hospitais, 24 horas abertos, por natureza. É tradicional já. Há muitos anos que é assim. Em Lajeado não foi diferente, toda a rede de saúde básica está de feriadão, como sempre foi. E, como sempre, prevímos que poderiam surgir problemas devido ao número de pessoas que procuram o hospital.

O que fizemos de diferente este ano, e que não aconteceu em anos anteriores, como alternativa para tentar diminuir um pouco a pressão sobre o pronto socorro do Hospital Bruno Born, sempre sobrecarregado, foi deslocar um médico da Secretaria de Saúde de Lajeado para o Pronto Socorro do HBB durante o dia, das 7h da manhã às 22h, que o é o período crítico. Este profissional está sendo pago pela prefeitura e reforça a equipe do hospital nesta segunda-feira de Carnaval.

É uma solução paliativa, não resolve a questão por inteiro, mas ameniza. O HBB, por sua natureza macrorregional, com Pronto Socorro SUS, com incentivo financeiro estadual para servir de suporte para o SAMU, PA do IPE e UNIMED, além do atendimento privado, tem uma excelente equipe profissional. Mas mesmo ele em datas festivas como o Carnaval se aperta no número de profissionais em trabalho. Por isso nossa iniciativa de ceder um médico por hoje.

Estas parcerias entre o HBB e a Prefeitura de Lajeado deverão ser frequentes este ano. É o que esperamos. A parceria, o trabalho conjunto, com a participação do Conselho de Saúde e da comunidade como um todo, será benéfica para a população local. Sabemos que a saúde pública enfrenta sérias dificuldades. Já diagnosticamos este quadro e estamos trabalhando para minimizar os problemas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

POSTO DE SAÚDE DO BAIRRO SANTO ANTONIO ENTRARÁ EM REFORMA: SAIBA QUAIS SÃO AS ALTERAÇÕES NA ROTINA NESTE PERÍODO


Em 18/02, 2a feira, a Unidade de Saúde do Bairro Santo Antônio entrará em obras para sua reforma, que prevê a troca do telhado, pintura interna e externa, adequações na fiação elétrica, além de mudanças estruturais no interior do prédio. A previsão da obra é de 02 meses. No período da reforma, os serviços oferecidos na Unidade passarão por algumas alterações, com o objetivo de evitar o menor transtorno possível para a comunidade.
A seguir as adequações:

- a unidade de saúde estará fechada no dia 08 de fevereiro para a mudança.
- a partir do dia 13/02, a rotina estará organizada conforme segue:
    Fisioterapia: permanece sem alteração
    Coletas de pré-câncer: suspensas durante a reforma; em casos de urgência, com indicação médica, a Enfª Lilian, agendará no Centro de Saúde do Centro.
    Vacinas:até final de fevereiro as mesmas devem ser realizadas no posto do Centro e na Montanha. A partir de março na ESF do Morro 25.
    Dentista: casos de urgência procurar a ESF do Morro 25.
    Grupos de educação em saúde: suspensos durante a reforma.
    Nutricionista: atenderá na escola e a domicilio, para alguns pacientes que já estão em acompanhamento.
    Farmácia: continua na unidade
    Curativos: somente casos de urgência.
    Pediatra: atendimento normal, após o retorno das férias.
    Médica clínica: atendimento normal.

Desde já pedimos desculpas pelos transtornos. No entanto, acreditamos que em 2 meses a obra estará concluída.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Câncer é a segunda causa de óbitos em Lajeado: doença é responsável por um quarto dos óbitos ocorridos no município


Dia 04 de fevereiro marca o Dia Mundial do Câncer, que é hoje a segunda maior causa de morte, sendo superada apenas pelas doenças cardiocirculatórias. Em Lajeado, de cada quatro óbitos que ocorrem, um é devido ao câncer. No ano de 2010, segundo dados do Sistema de Informações da Mortalidade, do Ministério da Saúde, morreram 362 pessoas, das quais 91 (25,1%) são devido ao câncer.
O diagnóstico precoce, a evolução da assistência e a maior consciência quanto às medidas preventivas não tem surtido efeito na redução da ocorrência da doença. O câncer de colo de útero, por exemplo, matou 4.190 mulheres brasileiras em 2001, sendo que em 2010 este número alcançou 4.984, 0 que representa uma taxa de 5,12 mulheres a cada 100 mil mulheres. Quanto ao câncer de próstata, foram 8.020 homens em 2001 e 12.773 em 2010, ou seja, 13,67 homens por grupo de 100 mil. A principal causa de óbitos por câncer ainda é o de brônquios e pulmões, que matou 15.125 pessoas em 2001 e, numa evolução constante, ceifou 21.765 vidas em 2010. O cigarro é apontado como o grande vilão nesta história e, a despeito de todas as campanhas, mantém sendo vício de um cerca de 1/4 dos adultos, tanto homens quanto mulheres.
Em Lajeado, 20 pessoas morreram por câncer de brônquios e pulmões em 2010, 3 mulheres por câncer de colo de útero, 5 pessoas por câncer de estômago, 5 mulheres por câncer de mama e 6 homens por câncer de próstata. A grande maioria dos casos de câncer, se diagnosticados precocemente, são tratáveis. No caso de Lajeado, o Centro de Oncologia do Hospital Bruno Born é um dos mais modernos do Rio Grande do Sul e atende ao SUS, sendo referência para toda a região do Vale do Taquari.
A melhor forma de enfrentar a doença é estar alerta no dia a dia, prevenir-se, ter hábitos de vida saudável e buscar ajuda na rede pública de saúde. Exames de pré-câncer de colo uterino, mamografias, entre alternativas fazem parte do leque de opções para enfrentar o problema. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

LIXO NA LIXEIRA É SAÚDE PARA TODOS

Ontem, sábado, participei do mutirão de limpeza das beiras da BR-386, em Lajeado. Estiveram lá cerca de 50 servidores da prefeitura de Lajeado, inclusive prefeito e vice-prefeito. Sempre haverá aquele que pensará ser uma demagogia. Mas, retiramos uma caçamba de caminhão de lixo em pouco mais de 1 km de estrada. A medida tem fins educativos. Cada cidadão de Lajeado pode colaborar a sua maneira, começando por manter limpo o espaço público em frente de sua casa. E, também, não jogando o lixo fora da lixeira.
Pois bem, nesta manhã de domingo passei pela Avenida Avelino Tallini, esta que passa pela Univates. Fico muito triste com o que vejo ali: centenas de latas, garrafas, plásticos, restos de cigarros, entre outros resíduos, jogamos por ali. A poucos metros, lixeiras. Ainda esta semana, nos jornais da cidade, este problema foi abordado.
A questão aqui é que há um comportamento inadequado de parte importante da comunidade ao jogar o lixo em qualquer lugar. O argumento “pago meus impostos, então alguém tem que ajuntar” é falacioso. Ou alguém joga o lixo dentro de casa? Se não, por que jogá-lo na via pública? É uma questão séria, de educação, de saúde, de cidadania. Não é problema dos jovens, dos adultos. É problema de todos.
Este pequeno desabafo é também para dizer que todos nós deveríamos saber viver melhor dentro do grupo, da comunidade, respeitando os outros. Se o sujeito joga o lixo no meio da rua, me perdoem, mas é um ato anticidadania. É uma falta de respeito que causa uma série de problemas, inclusive de saúde.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mais devagar

Outro dia, mais uma vez, uma criança é esquecida no carro
Em Santa Rosa
E o que seria uma vida repleta de sonhos se esgota ali
Tragédia... inimaginável...
Desesperador, em todos os sentidos.
De alguma forma tento me imaginar no papel deste pai
Não consigo
Terror total, medo...
A pobre criança se foi na sua inocência 
E a paz de espírito de uma família evaporou-se
O que se passa na cabeça de uma pessoa neste momento?
Como conviver com a terrível culpa de perder-se?
Como reerguer-se?
Será possível?
Mais devagar... mais vagar... mais vida, menos pressa... 
Na urgência de fazer tudo ao mesmo tempo acontece o erro
A imprudência...
E as janelas nebulosas se abrem
E a tragédia...
Dor...

domingo, 20 de janeiro de 2013

A questão da UTI pediátrica e da UTI neonatal de Lajeado


Nas últimas semanas a questão das UTIs pediátrica e neonatal está na pauta dos debates. Falamos muito da UTI de Lajeado. É preciso lembrar também daquela que está no Hospital Estrela. Nossa rede de UTIs na região, à princípio, seria suficiente (ou quase) se só atendêssemos à população do Vale do Taquari. Mas não: hoje, com a rede estadual, atendemos um percentual alto de crianças de outros lugares. E, eventualmente, crianças nossas acabam por ser deslocadas para outros lugares. Triste realidade, mas necessária frente à carência de leitos e à má distribuição dos mesmos pelo estado. Há cidades com muitos leitos de UTI. Há regiões que praticamente não tem leitos. O motivo disto é que é caro implantar um leito de UTI. E muito caro mantê-lo também. As portarias ministeriais, formuladas tecnicamente, não estão erradas: o que se quer é que a criança (e o adulto) que interna na UTI seja atendida dentro de padrões técnicos especiais, minimizando riscos e mortes. Quando isto não acontece, o percentual de óbitos aumenta e isto ninguém quer.
O problema é que as portarias mexem em estruturas consolidadas e periodicamente exigem que os serviços se qualifiquem. Por exemplo, não faz muito que a evolução da legislação exigiu que as equipes que trabalham na UTI tivessem qualificação específica, formação posterior à graduação. Isto, do ponto de vista da técnica e da sobrevida dos pacientes é bom. Mas encarece o atendimento. Há então uma pressão sobre o hospital para que se adapte e normalmente são dados prazos para isto. É o caso que vivenciamos agora: novembro é o prazo.
A questão então é que os passos no campo da política já estão sendo dados. Na semana passada vimos o deputado Ênio Bacci acenando com recursos via emendas parlamentares. A Secretaria Estadual de Saúde acena com apoio. Eu mesmo, dia 09/01, em reunião com Márcio Slaviero, coordenador do Departamento de Coordenação das Regionais de Saúde, da SES/RS já manifestava a preocupação quanto a conciliar a técnica com a política. Não é possível simplesmente desfazer o que está instituído. Nossas UTIs pediátricas trabalham bem, têm profissionais que se capacitaram para este trabalho e vêm desenvolvendo um bom trabalho. Fechar UTIs não é a solução. Adequar-se, dentro do devido prazo, com os recursos que forem necessários, parece ser o caminho óbvio. A partir disto, me parece óbvio que é possível sairmos bem dessa “sinuca de bico”. Todos dizem que no nível federal temos recursos para investir em saúde, “basta termos bons projetos”. Bem, sendo assim, formule-se o projeto e encaminhe-se. Conheço a direção do HBB e imagino que o projeto já esteja pronto, ou quase. Tenho fé que a questão vai ser bem resolvida. Desde já nos colocamos a disposição para participar desta cruzada em benefício de nossas UTIs.