sexta-feira, 28 de maio de 2010

O FISIOTERAPEUTA NA SAÚDE PÚBLICA: EM DEFESA DA VIDA!*

(texto publicado em 2002)


Quando acadêmico de Fisioterapia, até dezembro de 1993, na UFSM (RS), me perguntava da minha atuação como futuro profissional, em que área, em que lugar, com que clientela, quais as expectativas. Creio ser a preocupação da maciça maioria dos estudantes, de qualquer área. A Fisioterapia, por sinal, oferece muitas possibilidades e a dúvida persiste, muitas vezes, após a própria formatura. Saímos da Universidade para enfrentar um mercado extremamente competitivo, com a responsabilidade de sermos éticos, profissionais, inovadores, além do desafio imposto de termos sucesso, autonomia financeira. Há muitas alternativas, mas o que decide, em boa parte dos casos, é a oportunidade de trabalho concreta. 
A Saúde Pública é uma das alternativas menos consideradas, via de regra. Aliás, cabe aqui diferenciar Saúde Pública de Saúde Coletiva, ao passo que neste texto entendemos a primeira como aquela organizada e ofertado pelo poder público, pela via direta ou contratada, e que portanto segue as diretrizes inscritas na Constituição Federal de 1988, que descreve o Sistema Único de Saúde (SUS). Na Saúde Pública podemos trabalhar tanto na atenção individualizada quanto em Saúde Coletiva, onde, neste caso, o trabalho é dirigido para grupos de usuários. Faço o parênteses pois pretendo defender eminentemente a necessidade do fisioterapeuta estar mais envolvido na Saúde Coletiva, ampliando seu leque de atuação. 
Mas, me pergunto do por quê a Saúde Pública ser tão pouco simpática à Fisioterapia e, dentre as possíveis respostas creio ser isto reflexo ainda da certa submissão histórica de nossa profissão à Medicina. Digo isto, pois percebo que também na Medicina aqueles que trabalham na rede pública, muitas vezes, são considerados inferiores em qualidade técnica, comparado com o profissional que tem a sua clínica, com clientela formada, geralmente de característica sócio-econômica mais estável. Daí que, "se o fisioterapeuta não tem a sua clínica de sucesso, por dedução, ele não é tão competente". Generalizo, e exagero, de propósito, buscando causar a reflexão. Mas, de qualquer forma, o quadro que se "pinta" é que trabalhar em Posto de Saúde é atender "pobre", ou "carente". 
Este quadro vem mudando, com certeza, mas não com a velocidade que merecia. Por exemplo, em janeiro de 2000, fiz levantamento junto aos municípios em que atuo na atualidade, que somam 41, e destes em apenas 9 haviam sessões de fisioterapia contratadas. É isso mesmo: sessões de fisioterapia, não fisioterapeutas. Os contratos mantidos entre administrações municipais e profissionais não previam, de fato, que este fizesse parte de uma equipe, mas que apenas prestasse o serviço. Será uma alternativa correta, que contribui para o fortalecimento da área no serviço público? Hoje, refazendo este levantamento, o número de municípios que oferece sessões de fisioterapia na rede pública ultrapassa 50%, mas o profissional continua não fazendo parte do quadro técnico. Ainda não estamos nas equipes de saúde dos municípios. Por quê? 
Quando trabalhamos sessões de fisioterapia na saúde pública, trabalhamos eminentemente na velha lógica da relação terapeuta-paciente, tão somente. Não há participação em estratégias continuadas de promoção e prevenção em saúde, que lidam com maior número de pessoas, e não aproveitamos a chance de espraiar o conhecimento acumulado pelo fisioterapeuta. Ficamos, mais uma vez, restritos à reabilitação, ao tratamento, à abordagem dirigida ao já doente. Exemplo disto é a quase ausência do profissional no Programa de Saúde da Família (PSF), que tem se constituído numa estratégia diferenciada de atenção a população. 
Particularmente, minha própria inserção em saúde pública deu-se por força de assumir a Secretaria Municipal de Saúde do município de Teutônia (RS), cidade de 25 mil habitantes, a 100 quilômetros de Porto Alegre. Foi uma experiência que revolucionou minha vida, tirando-me da segurança de uma clínica e jogando-me num sistema de saúde, no papel de gestor. Por 21 meses permaneci na função, desenvolvendo ações relacionadas a organização do SUS local, mas também participando e propondo atividades de Saúde Coletiva, especialmente dirigidas para a implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde, para a prevenção ao uso de drogas, à orientação para a sexualidade na infância e adolescência, à orientação quanto ao trabalho do trabalhador rural, entre muitas outras. O espectro de possibilidades de trabalho é enorme e a dimensão da inserção do fisioterapeuta neste contexto é muito grande. 
Ocorre que, na verdade, não nos damos conta do tamanho deste trabalho possível. Senão, vejamos: quando, na clínica, ou no hospital, trabalhamos individualmente com nosso paciente, estamos reabilitando ou ampliando as condições de vida deste paciente. Um trabalho importante e imprescindível. Mas, na Saúde Pública, e em espacial na Saúde Coletiva, cada ação bem sucedida representa maximizar resultados, o que se prova pela redução paulatina da mortalidade infantil, ou da inexistência de casos novos de poliomielite, ou mesmo da redução do número de paralisados cerebrais. Mesmo em gestão da saúde, se o sistema está bem organizado, com fluxos, referências e contra-referências bem delineadas, estamos salvando vidas, concretamente. E aí que está a mágica da Saúde Pública: dá para salvar muitas vidas, usando menos recursos e com ações simples, aplicáveis na realidade cotidiana da população, carente de informação. Não quero dizer que a Saúde Coletiva é mais importante que o atendimento individualizado dentro da clínica: ambos são importantes, mas se dão em contextos diferentes. 
Desde janeiro de 1999 ocupo a coordenação da 16a Coordenadoria Regional de Saúde (16a CRS), que é a representação da Secretaria de Estado da Saúde, do RS, no Vale do Taquari, e respondo por um total de 41 municípios. É uma experiência diferente daquela no município, pois a nossa ação é com as equipes de saúde dos municípios, e não prestamos serviços diretos ao usuário. O trabalho diz respeito a formação dos recursos humanos que trabalham na "ponta", fazem a atenção na rede básica e hospitais da região. Além disso, nos cabe organizar a rede de saúde, a atenção básica, a média e alta complexidade, a implantação do SUS, garantindo acesso, vínculo, humanização no atendimento. Isto tudo é muito complexo, se considerar-se que destes 41 municípios quase a metade são pequenas cidades, com menos de 3 mil habitantes e, na verdade, somente 10 cidades tem mais de 10 mil habitantes, e isto significa falta de estrutura, especialmente deficiência nos recursos humanos, para atender a população da região. 
Na 16a CRS temos equipe de 50 profissionais, onde contamos com 5 médicos, 3 enfermeiras, 1 odontólogo, 3 administradores de empresas, 1 nutricionista, 2 assistentes sociais, 4 psicólogas, 2 farmacêuticos, 2 veterinários, entre outros de nível médio. Não há outro fisioterapeuta no quadro efetivo estável, em que pese eu ocupar cargo em comissão (CC).Vejam que listei vários profissionais da saúde e a Fisioterapia não tem estado presente no setor público, nem no estado, nem no município. Por que? Qual o motivo? Tenho dito, em alguns fóruns, que para o fisioterapeuta ter o seu espaço nesta equipe multi-profissional ele precisa conquistar este posto, precisa convencer o gestor público de que ele é necessário. Para atuar em Saúde Pública, precisa transpirar saúde pública, estar participando dos Conselhos de Saúde, interagindo com os serviços, com usuários e estar se apropriando da linguagem do SUS. Aliás, de nada adianta ignorar e boicotar o SUS, pois é o sistema vigente e que está se fortalecendo rapidamente. Se remunera mal, o que é verdade, é importante que tenhamos uma ação firme que indique o valor justo a ser pago e que reconheça o nosso trabalho. 
Com efeito, a Fisioterapia tem uma trajetória extraordinária e um futuro promissor, desde que tenhamos a clareza de que precisamos conquistar espaços na sociedade moderna, tão desigual e excludente. Na Saúde Pública o fisioterapeuta tem espaço. Podemos e devemos fortalecer esta inserção. Aliás, mais do que qualquer coisa, nosso grande dever é lutarmos arduamente pela nossa profissão, qualificando a atenção à população, em defesa da vida! 

Boletim diário EcoDebate 28/ maio/ 2010


Boletim de atualização do Portal EcoDebate - Edição de 28/ maio/ 2010

"Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente."

Pedimos aos(às) nossos(as) leitores(as) que nos auxiliem na socialização da informação, sugerindo, recomendando ou encaminhando este boletim diário ou recomendando o próprio portal EcoDebate a outras pessoas, potencialmente interessadas nos mesmos temas que debatemos.

Desejamos a todos um bom dia e uma boa leitura

A redução da mortalidade materna e neonatal, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Gestão de resíduos sólidos industriais, artigo de Roberto Naime

Um caso (hipotético) de reestruturação familiar, artigo de Américo Canhoto

Indígenas isolados ameaçados pelas hidrelétricas na Amazônia: Santo Antônio, Jirau e Belo Monte, artigo de Telma Monteiro

Amazônia, Pará e o mundo das águas do Baixo Tocantins, artigo de Rogério Almeida

Ficha limpa em arquivo sujo, artigo de Pe. Alfredo J. Gonçalves

II Assembleia Popular Nacional: Na construção do Brasil que queremos

Sudoeste da Bahia: Polícia Federal despeja quilombolas de terras que tradicionalmente ocupam

Terceirização no setor elétrico precariza mão-de-obra e mata um a cada 14 dias

Movimentos sociais protestam contra trabalho escravo pregando cruzes na Esplanada dos Ministérios

Abertas as inscrições para a 1ª Semana Interinstitucional do Meio Ambiente, Porto Alegre, RS, de 7 a 11/6

Simpósio Matriz Energética do Brasil e o Desenvolvimento Sustentável no século XXI, São Luis, MA

Gravidez na adolescência pode aumentar chances de morte da criança durante o parto

Estudo realizado na Ensp/Fiocruz aponta fatores associados ao excesso de peso em crianças

Degradação ambiental na sociedade do risco. Até onde podemos ir? Entrevista especial com Carlos Machado

Análise de conjuntura: O Brasil e a crise da zona do Euro

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Boletim diário EcoDebate 27/ maio/ 2010

Boletim de atualização do Portal EcoDebate - Edição de 27/ maio/ 2010

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Edição n° 26 da revista Cidadania & Meio Ambiente está disponível para acesso e/ou download

Pula Totó!! artigo de Américo Canhoto

Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica revela desmate de ao menos 20.867 hectares nos últimos dois anos

Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica: MG, PR e SC lideram desmatamento

Especialista defende engajamento de empresas e consumidores na luta contra o trabalho escravo

Presidente da Câmara recebe abaixo assinado pedindo agilidade na votação da PEC do Trabalho Escravo

Temer se compromete a discutir com líderes votação da PEC do Trabalho Escravo

MG: Justiça condena empregador por trabalho infantil em lavoura de café

Tese analisa legislação de potabilidade de água e agrotóxicos

Reunião debate subsistência de comunidade quilombola em área de preservação no Jalapão

Livro analisa as transformações sociais e trabalhistas ocorridas no Brasil nos últimos sete anos

Políticas de conservação e critérios ambientais: princípios, conceitos e protocolos, por Eleonora Trajano

A querela das terras de quilombos, artigo de Manuela Carneiro da Cunha

Pesticidas: um mal necessário? artigo de Jean Remy Davée Guimarães

Fitorremediação: Plantas podem ajudar no combate à contaminação da água por metais pesados

Técnica de fabricação de borracha criada na UnB beneficia famílias de seringueiros no Norte

Seca na Austrália ameaça costumes aborígenes

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

{Boletim diário EcoDebate} 26/ maio/ 2010


Boletim de atualização do Portal EcoDebate - Edição de 26/ maio/ 2010

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População e desenvolvimento sustentável no Consenso do Cairo, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

Tratamento de efluentes, artigo de Roberto Naime

Enquanto isto, a divisão do Pará, artigo de Bruno Peron

Pesca predatória e sobrepesca: A fonte ameaça secar, artigo de Marcelo Szpilman

Proteção das Terras Guarani garante a preservação da Mata Atlântica

Denúncia: Comunidade Kaingang será removida a força do Morro Santana, Porto Alegre, nos próximos dias

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lança livretos sobre trabalho análogo ao de escravo

Relatório da Comissão Especial do Código Florestal não exigirá reserva legal de pequena propriedade

Licitação da floresta do Amana só com autorização do Iphan, diz MPF/PA

Estudo de pesquisadores da Unicamp e da Embrapa projeta impactos de mudanças climáticas na produção agrícola

Congresso em Campinas (SP) discute uso e efeitos dos agrotóxicos

Geralda Magela da Fonseca, a irmã Geraldinha: Marcada para morrer, por Por Lúcia Rodrigues

Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo: um ponto de vista ecossocialista, artigo de Michael Löwy

'A liberalização está entrincheirada. Ela não morreu e, como Fênix, ela ressurge das cinzas'. Entrevista com Reinaldo Gonçalves

Economia em crise foi responsável por 44% de queda brusca do desmatamento na Amazônia

Agência do governo dos EUA estima que emissões globais de CO2 vão subir 43% até 2035

Sob pressão e acuada, BP ameaça desistir de nova tentativa para conter óleo

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

CREFITO5/RS participa de debate sobre atenção básica na saúde em Caxias do Sul

Na tarde desta sexta-feira, 21, a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul promoveu um seminário sobre a Atenção Básica na Saúde. Convidado a promover o evento em parceria com a Câmara, o CREFITO5/RS abriu as falas da tarde.

Presidida pelo vereador Renato Oliveira, a Comissão de Saúde promoveu o seminário com o objetivo de levar à sociedade a importância das Equipes de Saúde da Família e do atendimento multiprofissional, além de valorizar ainda mais a equidade e os demais princípios norteadores do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na abertura do seminário, a presidente do CREFITO5/RS, Dra. Maria Teresa Dresch da Silveira, agradeceu a iniciativa da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. "A promoção de eventos como este é de fundamental importância para debatermos a saúde dos cidadãos", disse.
O Dr. Glademir Schwingel, presidente da Comissão de Inserções em Políticas de Saúde do CREFITO5/RS (CIPS) abriu a rodada de palestras falando sobre a importância da atuação dos profissionais da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional nas Equipes de Saúde da Família. Dr. Glademir, que coordenou os trabalhos da mesa, apresentou dados e estatísticas que comprovam que a atuação destes profissionais é decisiva para a promoção da qualidade de vida dos cidadãos.
Logo em seguida falou a deputada estadual Maria Formolo. Ela lembrou que, no Rio Grande do Sul, o governo do Estado é o que menos aplica em saúde no país. "Só no ano passado, foram R$ 930 milhões a menos do que a Constituição Estadual exige para a saúde. Este ano, são R$ 918 milhões a menos". A deputada valorizou a realização do encontro que busca a inserção de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais nos programas de saúde dos municípios. "É necessário que a população tenha a condição da atenção básica efetiva, universal, integral e justa."
A seguir, foi a vez do deputado federal Pepe Vargas. O parlamentar, que também é médico, apresentou um histórico do SUS e afirmou que este é o maior sistema de saúde pública do mundo. "Não tenho dúvidas disso. Porém, não tenho dúvidas de que ainda é preciso fazer muito", afirmou. Segundo Pepe, as equipes multiprofissionais são fundamentais para a promoção da qualidade de vida das pessoas e para a saúde dos cidadãos.
Para fechar o ciclo de palestras, o advogado e técnico jurídico do PROCON de Caxias do Sul, Dr. Luis Fernando Del Rio Horn apresentou aos presentes quais os seus direitos com relação ao SUS, o que podem cobrar, a quem recorrer, entre outros. Dr. Fernando, fez ainda, um pequeno paralelo sobre os diretos dos cidadãos assistidos pelos planos de saúde privada e assistidos pelo SUS.
Participariam do evento representantes da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde e do Conselho Municipal de Saúde (os dois últimos de Caxias do Sul). Todos haviam confirmado suas participações, mas não compareceram. O representante do Ministério Público que participaria, enviou e-mail agradecendo o convite mas, em função de agenda, não pôde comparecer.
Apesar das ausências, o debate foi rico. O deputado Pepe Vargas esclareceu dúvidas quanto à tramitação de projetos de lei apresentados e propostos na Câmara dos Deputados, especialmente os que visam ao estabelecimento de pisos nacionais de salários.
Estiveram presentes ao seminário os integrantes da Diretoria do CREFITO5/RS Dr. Jadir Camargo Lemos, vice-presidente, Dra. Vera Maciel, diretora-secretária, e Dr. Gérson Chequi, tesoureiro.
O público que compareceu pôde tirar suas dúvidas ao final do evento, que foi transmitido ao vivo pela TV Câmara.

Publicado em: 24/05/2010 às 08:29


Boletim diário EcoDebate - 24/ maio/ 2010


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Reciclar o entulho da construção civil, artigo de Roberto Naime

Bullying, 'afinal eu estou pagando'… artigo de Américo Canhoto

África do Sul, Copa e Meio Ambiente, artigo de Aroldo Cangussu

Afinidades de Brasil e Caribe, Bruno Peron

Carta Final do III Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra-CPT

Jornada de Agroecologia: Agricultura familiar defende políticas mais agressivas para o setor

Jornada de Agroecologia: Agricultores familiares reafirmam compromisso com produção livre de transgênicos

Escola Latino Americana de Agroecologia leva novas técnicas a pequenos produtores e incentiva intercâmbio cultural

Organizações sociais e pastorais discutem rumos do país na II Assembléia Popular Nacional

Manifestação em São Paulo critica mudanças na legislação ambiental

PF prende 70 pessoas por fraudes em autorização para desmatamento e retirada ilegal de madeira

Mais de 50% dos adolescentes infratores cumprindo medida de internação não deveriam estar presos

Peru: Empresas petrolíferas banidas de reserva de índios isolados

Agrotóxico é problema de saúde pública. Entrevista com Wanderlei Antonio Pignati

As usinas do Rio Tapajós em debate na Cartilha. Entrevista especial com Edilberto Sena

Economia bandida: Todos compramos de bandidos. Entrevista com Loretta Napoleoni

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Audiência Pública encaminha solução para cirurgias eletivas

Lajeado – A Audiência Pública realizada na noite desta terça-feira, por convocação do vereador Sérgio Kniphoff, da Comissão de Saúde, Educação, Meio Ambiente e Ação Social da Câmara de Vereadores de Lajeado, teve resultados muito positivos no encaminhamento de solução para a delicada questão das cirurgias eletivas em nosso município. Compareceram partes diretamente envolvidas, que apresentaram seus pontos de vista mesmo divergentes e trabalharam com sincera intenção de chegar a um resultado final que deixe de penalizar o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). 

"Este encontro já é um divisor de águas, com a substituição das queixas e acusações anteriores por um olhar lançado ao futuro", comemora Kniphoff. Entre os vários encaminhamentos do final da audiência ficou estabelecido que o Hospital Bruno Born de imediato passará a oferecer mais 15 cirurgias/mês para os usuários de Lajeado, que serão somadas às 22 hoje realizadas, representando um acréscimo de 68%. Também foi assumido pela 16ª Coordenadoria Regional de Saúde o compromisso de gestionar junto ao Governo do Estado, conjuntamente com comissão formada durante a audiência, um aumento no teto financeiro destinado para Lajeado. 

A referida comissão foi constituída por representantes do Conselho Municipal de Saúde, da Câmara de Vereadores, da 16ª CRS, do HBB e dos usuários do SUS. Estes mesmos cinco grupos manifestaram sua total inconformidade pelo não comparecimento à audiência, apesar dos convites especialmente formulados, do secretário municipal da Saúde e de representante do Ministério Público. Mas estavam no plenário nada menos do que 68 lideranças comunitárias, que legitimaram o encontro como o mais produtivo já acontecido para tratar deste assunto.  

"Não estará agora tudo solucionado, como num passe de mágica. Mas fica comprovado que temos como enfrentar nossas dificuldades e alcançar soluções com maturidade. As cirurgias eletivas seguem represadas e temos vários outros problemas na área da saúde, mas manteremos a atitude propositiva, pois entendemos que não há outra saída fora do diálogo e do trabalho", concluiu Kniphoff.