segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Juntos

Cada um de nós tem seus sonhos possíveis (e impossíveis),
E caminhamos em frente, ao incerto,
No passo a passo, de cabeça erguida,
E é quando vencemos barreiras e medos,
Na caminhada que se faz junto,
Lado a lado, sem estar só, de olhos abertos,
Com a espinha ereta, inspirando fundo,
E cantarolando à plena voz que é possível,
A felicidade,
Sim é possível, com amigos, irmãos, parceiros,
Alcançar os sonhos distantes, lá longe de tudo,
E é no caminhar juntos que a coisa se cria,
Faz-se realidade, palpável, ali à mão,
E é no estar juntos que faz vida...
E que a vida seja repleta de felicidade,
Razão de ser, de todos nós!
(Que o ano de 2014 seja pleno de sonhos que se realizam, de felicidades que se compartilham e de vida, que se faz melhor, quando se está junto no andar).





sábado, 2 de novembro de 2013

VERTIGENS NO TEMPO DE VIVER

Quem foi e quem virá?
Na ciranda da vida, passageiros?
Quem é e quem será?
Entre alegrias e medos traiçoeiros?
Quem sou e quem serei?
Nas andanças e danças que eu sei?
Quem és e o que farás?
Abrindo suas portas, saberás?
Nas perguntas que abundam e se fundem
Nas palavras estranhas que se unem
Em torno de algo indecifrável,
Nada claro; tudo escuro, opaco
E o tempo duro, inflexível,
Cobra seu tempo o tempo todo, no ato
E, e...
No impacto, empato
Me furto do tempo, me inebrio no vento
Me deixo menor, ou melhor...
Quem sabe? Saberá?
Dúvidas,
Alegrias
E tristezas


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TODO SER HUMANO CAUSA IMPACTO NO OUTRO

"Que tem a morte de errado?
Por que temos esse medo mortal?
Por que não tratamos a morte
com humanidade, dignidade, decência e até com humor?
A morte não é o inimigo.
Se quiserem enfrentar um mal,
enfrentem o mal da indiferença."
(...)
“Todo ser humano
causa impacto nos outros.
Por que evitar a relação entre 
paciente e médico?
O que ensinam está errado.
A missão do médico deve ser
não apenas de evitar a morte...
mas melhorar a qualidade de vida.
Tratando o mal, se ganha ou se perde.
Tratando o indivíduo,
garanto que vão ganhar, independente do desfecho.
A sala está cheia
de estudantes de medicina.
Não se deixem anestesiar pelo milagre da vida.
Sempre se extasiem pela glória do corpo humano.
Concentrem-se nisso,
não em procurar notas...
que não indicam o tipo
de médicos que serão.
Não esperem demais para
recuperar a humanidade.
Aprendam a entrevistar.
A falar com estranhos.
Com amigos, “enganos”, com todos!
Cultivem amizades com essas
pessoas incríveis, as enfermeiras.
Cuidam de pessoas dia após dia.
Têm muito que ensinar,
bem como os professores, que não têm o coração gelado.
Aprendam a ter compaixão.
Quero ser médico
de todo meu coração.
Queria ser médico
para ajudar o próximo.
Por causa disso, perdi tudo.
Mas também ganhei tudo.
Compartilhei das vidas de pacientes
e pessoal do hospital.
Rimos e choramos juntos.
Quero dedicar a vida a isso.
E hoje, seja qual for sua decisão,
juro por Deus que vou chegar a ser
o melhor médico de todo o mundo.
Podem impedir que eu me forme.
Podem me negar o título
e a bata branca.
Mas não podem dominar meu
espírito nem evitar que aprenda.
Não podem me impedir de estudar.
Portanto, têm uma escolha. Podem
me ter como um colega apaixonado...
ou como um intruso,
mais ainda inquebrantável.
Seja como for,
ainda vou ser um espinho.
Mas prometo, vou ser um espinho
que não podem arrancar."



Trecho do filme "Patch Adams - O Amor é Contagioso". Filme é baseado na história real de Hunter "Patch" Adams. Patch defende a teoria de que, para a cura de doentes, deve existir mais contato humano entre pacientes e médicos. O filme conta sua trajetória na faculdade de medicina, onde foi muito criticado por seus métodos. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Meu repúdio àqueles que jogam o lixo por aí

O que faz um vivente jogar uma garrafa de plástico (ou vidro), ou um copo, ou qualquer coisa, no meio da rua, ou na valeta? Sei que o assunto é manjado, mas vale sempre a pena pensar sobre isso. Poderíamos pensar que isso é fruto da falta de estudo e tal, mas quando passo nas ruas centrais da cidade e vejo o lixo jogado, me passa que isso é fruto de uma ignorância ambiental sem limites. No centro e nos bairros, em toda parte.

Alguns diriam, “ah, mas a prefeitura tem que limpar”; Está bem, a prefeitura tem que limpar. Mas, seria tudo mais fácil e mais barato se tivessem todos um pouco mais de amor pela natureza, um pouco mais de senso de comunidade, que deixassem de pensar apenas na sua urgência do momento, que é se livrar do resíduo em sua mão, jogando-o em qualquer parte. Mas, nesse mundo movido a dinheiro, parece que a única forma de conscientizar alguém é via recompensa ou via multa. “Ou tu ganha algo por fazer o bem, ou não faz”... Ou, ainda, “ah, mas tem multa, então não faz”.

A gente imagina que os problemas ambientais são coisa de cidade grande, de metrópoles. Balela. Outro dia aconteceu aqui em Lajeado a conferência que tratou do saneamento básico e os números são alarmantes. Por décadas ninguém se preocupou com certos problemas, começou tudo torto, e o remendo é caro, muito caro. Fazer depois, consertar as coisas, sai mais caro que fazer certo no início. Deixar de poluir é mais barato do que poluir e limpar depois. Nos queixamos dos impostos, que são altos mesmo, mas via de regra, parte deles são dirigidos para consertar coisas que deixamos de fazer antes, e certo, enquanto sociedade.


Enfim, uma longa discussão. Mas, fica o meu repúdio a todos que colaboram para que o mundo seja um pouco pior, jogando o lixo onde ele NÃO DEVE ser jogado: NA NATUREZA. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quisera...

Poder dizer com umas poucas palavras
Das angústias que castigam gerações
E das mortes cruéis causadas pelas coisas
Que queremos ter, e não temos.
Quisera o homem ser inocente na sua ida
E que na volta pudesse aprender consigo mesmo
Que vivesse com menos do que mais
E que pudesse partilhar o que tem
Quisera ser mais gente
Mais vivo
E que o sonho fosse bom, alegre, iluminado.
E que pesadelos fossem lampejos insones
E que entre tantos e tantas que andam
Sem rumo, buscando algo indefinido,
Que pudéssemos todos ser mais felizes

Quisera...


(divagações numa manhã qualquer).

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Divagações de um andante em uma noite de segunda-feira

Às vezes “me gusta” escrever algumas letras. Sento-me à frente da telinha do computador e começo a dedilhar o teclado. Deixo o coração falar. Ele fala, grita, geme. E, nisto tudo, o que acontece é que eu me permito sentir e dizer aos quatro ventos que é possível pensar num outro mundo. Um mundo um pouco mais ético, mais justo, no qual as pessoas se medem pela capacidade de compartilhar seus sentimentos, abertamente, sem medo de se expor. Na realidade, o que percebo é que na maior parte das vezes acontece exatamente o contrário: as pessoas se escondem por detrás de carapuças intransponíveis, máscaras que camuflam a capacidade de dizer abertamente: “eu sou feliz” ou o contrário. É o jeito de não assumir suas fragilidades, seus medos, suas dificuldades de se situar em um mundo cheio de desafios. O que isto trás de bom para todos nós? Uma pergunta que paira sobre todos, especialmente sobre mim. Vejo isso no dia a dia, nos diversos ambientes que frequento. Tanta gente boa, de bom coração, de boa índole, pessoas éticas, que querem fazer da sua existência algo significativo e, ao mesmo tempo, se privam do direito de ser protagonistas de sua vida. Outro dia escutei algo do tipo “é tão mais fácil ser feliz”. Bingo! E, no entanto, nos esforçamos no desejo de sofrer por tudo. Jogamos aos outros a responsabilidade por nossas vidas, não assumimos a condução da nossa rotina, brigamos com o direito de sermos verdadeiramente felizes e, nisto tudo, adoecemos. Adoecemos... Sabe, como é bom poder se emocionar com cenas da vida, cenas verdadeiras, que emocionam. Como é bom verter lágrimas, poder sentir pequenas emoções, ser “cavalinho” dos filhos... Delícia. Sei lá, quem me conhece me conhece. Quem não me conhece, me estranha. Mas eu me dou a libertar de pensar abertamente, até por que acho que fazendo isso ajudo outras pessoas a pensar abertamente e, assim, talvez se libertem das amarras, das máscaras, do esconder os sentimentos. O mundo é tão bonita, a vida tem tanto a oferecer que é injusto nos jogarmos na mediocridade de pensar que nada vale a pena. Pelo contrário, tudo vale muito a pena, tudo é de uma perfeição divina, algo sublime. Conviver e viver é a razão de tudo, o amor em sentir-se vivo, em andar para frente...

domingo, 29 de setembro de 2013

Para começar bem a semana: uma canção pela vida e pela solidariedade.

Na tarde de sábado tive uma experiência indescritível. Aconteceu o MusiCAPS, em Lajeado, na sua III edição. Estiveram presentes uma série de serviços de diferentes municípios do estado. Trabalhadores em saúde, comunidade e usuários dos serviços juntos, cantando a boa música, convivendo, partilhando experiências e sobrevivendo às angústias que estão em torno da vida de todos nós, mas para alguns mais que outros (talvez). Vi e ouvi coisas que ficam na minha memória para sempre. Vi um grupo de homens, todos com mais de 18 anos, cantando à plenos pulmões o amor pela vida e a vontade de vencer suas fraquezas. Estavam acompanhados de 5 anjos que dedicam suas vidas à recuperação dos dependentes químicos. Luana, Rosângela, Raquel, Mário e Inge são os anjos. Aplausos a estas criaturas e aplausos ainda maiores aos rapazes que perseveram e lutam a boa luta pelo "só por hoje". Vi o pessoal de Teutônia cantando e revi meu amigo Clóvis declamando uma poesia reverenciado a história heroica do Rio Grande. São heróis os que frequentam a Casa Mental e seguem suas vidas de brilho. Vi o pessoal dos nossos serviços de Lajeado e a maravilhosa interação que proporcionam com a MÚSICA. Maluco in Concert... Sim Pra Vida... Emocionante. Vi os pagodeiros de São Lourenço do Sul, da banda Sistema Nervoso... que nome, que lindo nome, apropriadíssimo.... Fizeram um show que levantou todo mundo no final das apresentações. Até eu dancei, veja só. Mas, entre todos que vi, entre tantas emoções, queria destacar o cantar de um rapaz que agora esqueci o nome (que lástima), mas que frequenta o CAPS AD Passarela, de Sapucaia do Sul. Ele tem 33 anos, mas o corpo sofrido lhe dá mais de 40. Magro, esquálido, combalido, cantou de um jeito que me lembrou canções de Bob Dylan. Compôs e cantou a música "Menina Branca". O branca remete à droga, à pedra de crack. Cantou de uma forma de arrepiar, da sua dependência, do seu amor doentia pela menina branca, que lhe corrói, que lhe acaba as forças, que lhe tira as esperanças e que lhe consome o mínimo de dignidade. Cantou a luta para libertar-se dos encantos sinistros da menina branca, que lhe causam o êxtase e a dor. Que lhe tiram o fôlego e, por fim, a vida. Se diz liberto deste amor, que está em outra vibe, em outro espaço, mas chorou neste ponto, abriu sua alma que deu vontade de ir ali, naquele momento, e abraçá-lo e dizer "meu irmão, você não está sozinho". Foi aplaudido, foi acolhido e queira Deus que tenha forças para suportar todas as angústias que a privação lhe causa. Sábado foi um dia tenso, um dia de luzes, de emoções e de esperanças. E, também, de sombras, de medos frente aos desafios que temos pela frente, hoje, amanhã e sempre. Como vencer? Postei no twitter, no sábado e repito agora... "não hesite em abraçar um irmão, é importante para ele, e para ti". Isso muda mundos. A solidariedade, o amor, mudam o mundo.