E, nas vezes que eu penso, não me dói a cabeça, o que é ótimo. Pensar faz bem à saúde. Aliás, pensar é um ato humano que considero fundamental pois, ao pensarmos exercemos a liberdade. Liberdade, que bela palavra... Tantos dizem e cantam em torno de sentir-se livres e, no entanto, a liberdade é tão difícil de alcançar. Sei lá, muitos se dizem livres, pensam ser livres, mas estão livres, de fato? Pensar, pensar, pensar...
Às vezes eu penso e isso me dá alguma certeza sobre o que acontece em minha vida. Confesso que não é a melhor vida do mundo, me faltam elementos para a felicidade plena, gasto parte de minhas energias com coisas fugazes e me faltam energias para outras coisas nem tão fugazes assim. Mas eu penso que estou no caminho certo. Minha alma é livre e domino meus passos [até certo ponto, pois a liberdade nunca é plena...]
Talvez eu pense o tempo todo.Ou, por vezes, me iluda que penso. Mas, na média, me considero um pensador razoável. Tenho opinião própria, decido meus passos, minha alma é livre e se quiser mudar rumos, mudo, não tenham dúvidas quanto a isso. Se a felicidade não é possível em dado porto, mudo o porto e pronto. Nada deve nos amarrar em torno de causas estranhas à nossa ética pessoal. Nada, nada mesmo.
Por fim, ao fim e ao cabo, o que importa disso tudo é que ao exercermos a capacidade de pensar temos a clareza de que há pessoas que estão em nossas vidas e que valem muito a pena. E há aqueles que são passáveis. Em cada conhecer um novo conhecer, uma experiência, para o bem, para o mal. Mas, a capacidade de pensar no leva a isso: a experimentação do viver, de buscar felicidade, de triar entre o que é o bom ou não...
Divagações apenas, depois de um fim de semana trabalhando em casa, colocando em dia coisas que não tenho tempo de resolver na hora do expediente. Pois é, isso muitos não enxergam, mas a vida é assim.
Qual modelo de sociedade queremos? E, quanto à saúde, quais as prioridades? A questão é refletirmos permanentemente sobre estes e outros temas.
domingo, 23 de março de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Todo agente público é mau caráter?
Está na moda bater em tudo e todos. Se exerce uma função pública, então, no mínimo não presta. Parece que é lei: "se aceitou um cargo público, deve ser mau caráter". Sabe, dá uma vontade de largar tudo e dizer: "então pega, tenta fazer melhor". Na realidade, a ampla maioria dos agentes públicos são pessoas extraordinárias, que trabalham jornadas muito grandes e sofrem pelos limites que as circunstâncias lhes impõe. Atendem telefonemas de madrugada, de noite, de manhã, sábados, domingos. Tem gente que acha que o agente público deve trabalhar 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive finais de semana, e deve resolver imediatamente o problema de cada vivente, como se este fosse o caso mais urgente do universo. Querem fular filas, passar à frente dos outros, ter seus interesses à frente dos outros. Impressionante.
O pior disso tudo é escutar que "político não presta", "é tudo ladrão" entre outras frases de efeito. Ver pessoas replicando coisas no facebook sem se dar ao trabalho de pensar 15 segundos sobre o assunto é de uma tristeza imensa. É preciso pensar gente, o cérebro serve para isso.
Se um vivente diz: "essa turma apronta, é só falcatrua", o que dá para pensar sobre isso? Primeira coisa: quem é o vivente? Qual o seu motivo? Perdeu o emprego? Queria ser privilegiado e não foi? Não gosta dos partidos que estão no poder? Tem provas do que está dizendo? Olha, quando a gente se dá ao trabalho de avaliar isso, fica claro que a acusação é apenas uma manifestação irracional, passional.
Tenho visto isto de uma forma generalizada: não gostam de fulano ou sicrano e dá-lhe lenha, ridicularizam, falam inverdades absurdas.
Isso desanima.
Vou dizer: sou secretário de saúde de Lajeado com muita alegria. É desafiador, envelhece, dá rugas, estressa, mas saber que 500 pessoas saíram de uma fila de espera por cirurgias e resolveram seu problema satisfaz. Saber que mais de 10 mil pessoas são atendidas todo mês, a grande maioria saindo satisfeita, com seus problemas com soluções encaminhadas, dá uma alegria sem par.
Não me iludo que em Lajeado a saúde deixará de ter problemas menores. Sempre haverá aquele (a) que quer forçar um atestado e se não ganhar vai para cima de um poste e vai gritar "tá tudo errado". Sempre vai ter aquele que olha só para si e pensa que o problema dos outros não é nada e se a gente não atende o ato egoísta vai para o facebook e grita "ah, mas eu votei neles, fiz campanha".
Paciência. Aliás, paciência não, isso me impacienta.
Eu, como agente político e secretário de saúde me exponho aqui dessa forma e esta exposição é algo muito incomum. A maioria dos agentes políticos sofrem calados as injustiças. Prefiro dizer ao mundo que ou este mundo será mais ético, ou o mundo caminhará, à passos acelerados, rumo à barbárie.
Não preciso aceitar calado que digam que "todo político não presta". Sei que o facebook é democrático, a gente escreve o que quiser, mas até certo limite. Guerrilheiros de facebook é fácil de ser. Sair deste espaço virtual e fazer acontecer algo por um mundo melhor é outra coisa.
Já disse demais, já me expus demais. Alguns daqueles que aguentaram ler este post até aqui devem estar pensando "mas o que aconteceu?". Digo, nada, e tudo. Cansa ler certas coisas por estes espaços. O facebook, por ser dinâmico, por haver atualização constante, empobrece o debate: a pessoa não pensa mais, fica replicando e curtindo coisas sem ao menos se dar ao trabalho de pensar "será?".
Não pense, leitor, que jogo a toalha. Pelo contrário: precisamos a lutar a boa luta para vencer a mediocridade que impera neste mundo. EU ACREDITO, DE VERDADE, QUE INTERESSE DO COLETIVO É SUPERIOR AO INTERESSE INDIVIDUAL.
Pronto, falei. Me sinto mais leve.
O pior disso tudo é escutar que "político não presta", "é tudo ladrão" entre outras frases de efeito. Ver pessoas replicando coisas no facebook sem se dar ao trabalho de pensar 15 segundos sobre o assunto é de uma tristeza imensa. É preciso pensar gente, o cérebro serve para isso.
Se um vivente diz: "essa turma apronta, é só falcatrua", o que dá para pensar sobre isso? Primeira coisa: quem é o vivente? Qual o seu motivo? Perdeu o emprego? Queria ser privilegiado e não foi? Não gosta dos partidos que estão no poder? Tem provas do que está dizendo? Olha, quando a gente se dá ao trabalho de avaliar isso, fica claro que a acusação é apenas uma manifestação irracional, passional.
Tenho visto isto de uma forma generalizada: não gostam de fulano ou sicrano e dá-lhe lenha, ridicularizam, falam inverdades absurdas.
Isso desanima.
Vou dizer: sou secretário de saúde de Lajeado com muita alegria. É desafiador, envelhece, dá rugas, estressa, mas saber que 500 pessoas saíram de uma fila de espera por cirurgias e resolveram seu problema satisfaz. Saber que mais de 10 mil pessoas são atendidas todo mês, a grande maioria saindo satisfeita, com seus problemas com soluções encaminhadas, dá uma alegria sem par.
Não me iludo que em Lajeado a saúde deixará de ter problemas menores. Sempre haverá aquele (a) que quer forçar um atestado e se não ganhar vai para cima de um poste e vai gritar "tá tudo errado". Sempre vai ter aquele que olha só para si e pensa que o problema dos outros não é nada e se a gente não atende o ato egoísta vai para o facebook e grita "ah, mas eu votei neles, fiz campanha".
Paciência. Aliás, paciência não, isso me impacienta.
Eu, como agente político e secretário de saúde me exponho aqui dessa forma e esta exposição é algo muito incomum. A maioria dos agentes políticos sofrem calados as injustiças. Prefiro dizer ao mundo que ou este mundo será mais ético, ou o mundo caminhará, à passos acelerados, rumo à barbárie.
Não preciso aceitar calado que digam que "todo político não presta". Sei que o facebook é democrático, a gente escreve o que quiser, mas até certo limite. Guerrilheiros de facebook é fácil de ser. Sair deste espaço virtual e fazer acontecer algo por um mundo melhor é outra coisa.
Já disse demais, já me expus demais. Alguns daqueles que aguentaram ler este post até aqui devem estar pensando "mas o que aconteceu?". Digo, nada, e tudo. Cansa ler certas coisas por estes espaços. O facebook, por ser dinâmico, por haver atualização constante, empobrece o debate: a pessoa não pensa mais, fica replicando e curtindo coisas sem ao menos se dar ao trabalho de pensar "será?".
Não pense, leitor, que jogo a toalha. Pelo contrário: precisamos a lutar a boa luta para vencer a mediocridade que impera neste mundo. EU ACREDITO, DE VERDADE, QUE INTERESSE DO COLETIVO É SUPERIOR AO INTERESSE INDIVIDUAL.
Pronto, falei. Me sinto mais leve.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Juntos
Cada
um de nós tem seus sonhos possíveis (e impossíveis),
E
caminhamos em frente, ao incerto,
No passo
a passo, de cabeça erguida,
E é
quando vencemos barreiras e medos,
Na caminhada
que se faz junto,
Lado
a lado, sem estar só, de olhos abertos,
Com
a espinha ereta, inspirando fundo,
E cantarolando
à plena voz que é possível,
A
felicidade,
Sim
é possível, com amigos, irmãos, parceiros,
Alcançar
os sonhos distantes, lá longe de tudo,
E é
no caminhar juntos que a coisa se cria,
Faz-se
realidade, palpável, ali à mão,
E é
no estar juntos que faz vida...
E que
a vida seja repleta de felicidade,
Razão
de ser, de todos nós!
(Que
o ano de 2014 seja pleno de sonhos que se realizam, de felicidades que se
compartilham e de vida, que se faz melhor, quando se está junto no andar).
sábado, 2 de novembro de 2013
VERTIGENS NO TEMPO DE VIVER
Quem foi e quem virá?
Na ciranda da vida, passageiros?
Quem é e quem será?
Entre alegrias e medos traiçoeiros?
Quem sou e quem serei?
Nas andanças e danças que eu sei?
Quem és e o que farás?
Abrindo suas portas, saberás?
Nas perguntas que abundam e se fundem
Nas palavras estranhas que se unem
Em torno de algo indecifrável,
Nada claro; tudo escuro, opaco
E o tempo duro, inflexível,
Cobra seu tempo o tempo todo, no ato
E, e...
No impacto, empato
Me furto do tempo, me inebrio no vento
Me deixo menor, ou melhor...
Quem sabe? Saberá?
Dúvidas,
Alegrias
E tristezas
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
TODO SER HUMANO CAUSA IMPACTO NO OUTRO
"Que tem a morte de errado?
Por que temos esse medo mortal?
Por que não tratamos a morte
com humanidade, dignidade, decência e até com humor?
A morte não é o inimigo.
Se quiserem enfrentar um mal,
enfrentem o mal da indiferença."
(...)
“Todo ser humano
causa impacto nos outros.
Por que evitar a relação entre
paciente e médico?
O que ensinam está errado.
A missão do médico deve ser
não apenas de evitar a morte...
mas melhorar a qualidade de vida.
Tratando o mal, se ganha ou se perde.
Tratando o indivíduo,
garanto que vão ganhar, independente do desfecho.
A sala está cheia
de estudantes de medicina.
Não se deixem anestesiar pelo milagre da vida.
Sempre se extasiem pela glória do corpo humano.
Concentrem-se nisso,
não em procurar notas...
que não indicam o tipo
de médicos que serão.
Não esperem demais para
recuperar a humanidade.
Aprendam a entrevistar.
A falar com estranhos.
Com amigos, “enganos”, com todos!
Cultivem amizades com essas
pessoas incríveis, as enfermeiras.
Cuidam de pessoas dia após dia.
Têm muito que ensinar,
bem como os professores, que não têm o coração gelado.
Aprendam a ter compaixão.
Quero ser médico
de todo meu coração.
Queria ser médico
para ajudar o próximo.
Por causa disso, perdi tudo.
Mas também ganhei tudo.
Compartilhei das vidas de pacientes
e pessoal do hospital.
Rimos e choramos juntos.
Quero dedicar a vida a isso.
E hoje, seja qual for sua decisão,
juro por Deus que vou chegar a ser
o melhor médico de todo o mundo.
Podem impedir que eu me forme.
Podem me negar o título
e a bata branca.
Mas não podem dominar meu
espírito nem evitar que aprenda.
Não podem me impedir de estudar.
Portanto, têm uma escolha. Podem
me ter como um colega apaixonado...
ou como um intruso,
mais ainda inquebrantável.
Seja como for,
ainda vou ser um espinho.
Mas prometo, vou ser um espinho
que não podem arrancar."
Trecho do filme "Patch Adams - O Amor é Contagioso". Filme é baseado na história real de Hunter "Patch" Adams. Patch defende a teoria de que, para a cura de doentes, deve existir mais contato humano entre pacientes e médicos. O filme conta sua trajetória na faculdade de medicina, onde foi muito criticado por seus métodos.
Por que temos esse medo mortal?
Por que não tratamos a morte
com humanidade, dignidade, decência e até com humor?
A morte não é o inimigo.
Se quiserem enfrentar um mal,
enfrentem o mal da indiferença."
(...)
“Todo ser humano
causa impacto nos outros.
Por que evitar a relação entre
paciente e médico?
O que ensinam está errado.
A missão do médico deve ser
não apenas de evitar a morte...
mas melhorar a qualidade de vida.
Tratando o mal, se ganha ou se perde.
Tratando o indivíduo,
garanto que vão ganhar, independente do desfecho.
A sala está cheia
de estudantes de medicina.
Não se deixem anestesiar pelo milagre da vida.
Sempre se extasiem pela glória do corpo humano.
Concentrem-se nisso,
não em procurar notas...
que não indicam o tipo
de médicos que serão.
Não esperem demais para
recuperar a humanidade.
Aprendam a entrevistar.
A falar com estranhos.
Com amigos, “enganos”, com todos!
Cultivem amizades com essas
pessoas incríveis, as enfermeiras.
Cuidam de pessoas dia após dia.
Têm muito que ensinar,
bem como os professores, que não têm o coração gelado.
Aprendam a ter compaixão.
Quero ser médico
de todo meu coração.
Queria ser médico
para ajudar o próximo.
Por causa disso, perdi tudo.
Mas também ganhei tudo.
Compartilhei das vidas de pacientes
e pessoal do hospital.
Rimos e choramos juntos.
Quero dedicar a vida a isso.
E hoje, seja qual for sua decisão,
juro por Deus que vou chegar a ser
o melhor médico de todo o mundo.
Podem impedir que eu me forme.
Podem me negar o título
e a bata branca.
Mas não podem dominar meu
espírito nem evitar que aprenda.
Não podem me impedir de estudar.
Portanto, têm uma escolha. Podem
me ter como um colega apaixonado...
ou como um intruso,
mais ainda inquebrantável.
Seja como for,
ainda vou ser um espinho.
Mas prometo, vou ser um espinho
que não podem arrancar."
Trecho do filme "Patch Adams - O Amor é Contagioso". Filme é baseado na história real de Hunter "Patch" Adams. Patch defende a teoria de que, para a cura de doentes, deve existir mais contato humano entre pacientes e médicos. O filme conta sua trajetória na faculdade de medicina, onde foi muito criticado por seus métodos.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Meu repúdio àqueles que jogam o lixo por aí
O que faz um vivente jogar uma garrafa de plástico (ou
vidro), ou um copo, ou qualquer coisa, no meio da rua, ou na valeta? Sei que o
assunto é manjado, mas vale sempre a pena pensar sobre isso. Poderíamos pensar
que isso é fruto da falta de estudo e tal, mas quando passo nas ruas centrais
da cidade e vejo o lixo jogado, me passa que isso é fruto de uma ignorância
ambiental sem limites. No centro e nos bairros, em toda parte.
Alguns diriam, “ah, mas a prefeitura tem que limpar”; Está
bem, a prefeitura tem que limpar. Mas, seria tudo mais fácil e mais barato se tivessem
todos um pouco mais de amor pela natureza, um pouco mais de senso de
comunidade, que deixassem de pensar apenas na sua urgência do momento, que é se
livrar do resíduo em sua mão, jogando-o em qualquer parte. Mas, nesse mundo
movido a dinheiro, parece que a única forma de conscientizar alguém é via
recompensa ou via multa. “Ou tu ganha algo por fazer o bem, ou não faz”... Ou,
ainda, “ah, mas tem multa, então não faz”.
A gente imagina que os problemas ambientais são coisa de
cidade grande, de metrópoles. Balela. Outro dia aconteceu aqui em Lajeado a
conferência que tratou do saneamento básico e os números são alarmantes. Por
décadas ninguém se preocupou com certos problemas, começou tudo torto, e o
remendo é caro, muito caro. Fazer depois, consertar as coisas, sai mais caro
que fazer certo no início. Deixar de poluir é mais barato do que poluir e
limpar depois. Nos queixamos dos impostos, que são altos mesmo, mas via de
regra, parte deles são dirigidos para consertar coisas que deixamos de fazer
antes, e certo, enquanto sociedade.
Enfim, uma longa
discussão. Mas, fica o meu repúdio a todos que colaboram para que o mundo seja
um pouco pior, jogando o lixo onde ele NÃO DEVE ser jogado: NA NATUREZA.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Quisera...
Poder dizer com umas poucas palavras
Das angústias que castigam gerações
E das mortes cruéis causadas pelas coisas
Que queremos ter, e não temos.
Quisera o homem ser inocente na sua ida
E que na volta pudesse aprender consigo mesmo
Que vivesse com menos do que mais
E que pudesse partilhar o que tem
Quisera ser mais gente
Mais vivo
E que o sonho fosse bom, alegre, iluminado.
E que pesadelos fossem lampejos insones
E que entre tantos e tantas que andam
Sem rumo, buscando algo indefinido,
Que pudéssemos todos ser mais felizes
Quisera...
(divagações numa manhã qualquer).
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