terça-feira, 24 de maio de 2016

Doce

Teus olhos doces despertam amores
E no colo vivo o ronronar sonoro
Vida plena
Envolta
Na alma serena

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Felicidade II - para mamãe

(poesia com coautoria de Arthur BS)

A felicidade que eu sinto
Quando estou contigo
Com o teu amor
Que me traz saúde
Com o teu carinho
Me deixa bem
E é o teu afeto
Que me faz feliz

terça-feira, 10 de maio de 2016

Felicidade

Felicidade é ver o amor circulando na vida, com afagos no rosto,
Perceber o movimento incessante do pulsar do coração
O ritmo cadenciado do respirar
A possibilidade do ócio  bem vivido
E da produção de algo que tenha sentido
Felicidade é viver o momento

domingo, 8 de maio de 2016

Preconceito, justiça e injustiça: a miséria humana


Outro dia um cidadão de Lajeado, do alto dos seus 'direitos', lascou na minha cara: "por que eu sou brasileiro, eu mereço, e vocês ficam oferecendo coisas da saúde para essa negada do Haiti, para esses de Cuba... isso é injusto, eu pago imposto".
Doeu nos ouvidos, doeu na alma.
É a miséria humana falando.
O cidadão tem seus motivos, é eleitor, provavelmente pagador de impostos, e defendia o seu interesse individual; nada a obstar quanto a isto. Agora, o rompante da ira, a desqualificação do outro, revelam o preconceito que está na mente e no corpo, abrindo espaço para a injustiça.
Eu, você que lê este texto, somos nascidos e crescidos dentro de trajetórias individuais e nisto enfrentamos nossos próprios problemas.
Para alguns, conquistar algo demandou mais esforço. Para outros, as coisas vieram mais facilmente.
É da vida, da sorte, do "bem nascer".
Mas isto não nos coloca na condição de nos julgarmos melhores que qualquer outra pessoa.
Ser brasileiro, gaúcho, lajeadense, não nos qualifica como especiais, como supra-sumos, como seres com direitos superiores a qualquer ser humano.
Des(qualificar) o outro com expressões racistas, pejorativas, denegrindo o humano pela sua cor, sua orientação de gênero, sua classe social, seu local de nascença é a expressão da falta ética em que estamos embrenhados enquanto sociedade. Dá para se falar páginas e páginas sobre isso. Vou parar por aqui... estou aqui apenas desabafando...

Nascer Sorrindo


Eu tenho a experiência de ser pai.
Não sei se sou bom pai; quem deve julgar são os filhos, ninguém mais.
Ser pai é uma experiência indescritível,
Quando nos damos o tempo de olhar para os filhos, senti-los.
Dia das mães, que bom, que legal, importantíssimo marcar o amor de mãe,
Que nutre a esperança em dias melhores neste mundo,
Um mundo um tanto quanto carente de luz.

Luz, dar a luz, ver o mundo pela primeira vez, ao nascer.
Ver o mundo pela primeira vez na condição de mãe.
Ver o mundo pela primeira vez na condição de pai. 
Nascer sorrindo, banhar-se nas lágrimas da emoção

E sentir o peito pulsar um amor incondicional

terça-feira, 26 de abril de 2016

Breno

Qual a mágica de desempenhar o papel de pai? ‪#‎paidemenino‬. É algo indescritível, algo que supera a própria existência e, nesta 'vibe', nos faz rodopiar mundo afora. 

Hoje meu pai está de aniversário: 26 de abril. Lá se vão longos anos de muita luta de seu Breno, sempre amparado no braço forte da mãe Elvira. Com muita dedicação, sem pressão, com compreensão, souberam conduzir seus dois meninos, com sabedoria. 


Erraram, acertaram, mas sempre souberam, com maestria, olhar para aqueles inocentes de olhos brilhantes e curiosos. Segue a vida, filhos criados e crescidos, netos para alegrar e confortar. 

26 de abril é um dia especial para seu Breno, seu aniversário e também a data de seu casamento, há algumas décadas atrás. Um abraço público, hoje e sempre, no carinho do abraço de pai para filho.

domingo, 24 de abril de 2016

A banalização da opinião

Qual é a tua opinião sobre as novas tecnologias da reprodução humana? Para e pensa um pouco sobre isso e emite uma opinião com certa profundidade. Eu parei aqui e pensei sobre isso e me dou conta que não tenho opinião nenhuma. Para começar, precisamos pensar sobre duas coisas; de que tecnologias estamos falando e quais aspectos da reprodução humana a questão aborda?

Estas primeiras palavras são apenas para demostrar que somos instigados a dar nossa opinião sobre tudo a todo momento, cada vez mais, ao vivo e em redes sociais. Se não manifestamos nossa opinião, a favor ou contra uma concepção, nos tornamos sujeitos em cima do muro, sem opinião e, vez ou outra, somos taxados de alienados.

Na realidade, na minha opinião, banalizamos a opinião, nos colocando na obrigação de falar ou escrever sobre qualquer coisa sem antes refletir sobre aquilo, amparar nossas colocações e buscar a teoria por trás de nossa posição. O resultado, muitas vezes, é um desastre: sai qualquer coisa da boca, muita bobagem, muito senso comum, muita repetição de palavras que talvez não quiséssemos revelar se nos déssemos  o tempo de pensar um pouco. 

As redes sociais tem se prestado a este tiroteio opinativo. A qualquer momento é possível, na linha do tempo, ler pessoas opinando sobre temas sem se dar ao tempo de refletir sobre o post que gerou a necessidade de se manifestar. 


Mas, somos livres e temos todo o direito de opinar sobre tudo e sobre todos. O fato de escrever sobre algo não deixa de ser sinal de que o tema nos mobilizou, de alguma forma e com isso nos invocou a uma reflexão. Pronto, temos o impasse. Ao fim e ao cabo, se você leu até aqui, não precisa opinar sobre esta reflexão que no fundo não leva a lugar nenhum, salvo ter provocado uma reflexão sobre o status quo nas linhas do tempo do facebook. Boa semana a todos.