terça-feira, 16 de junho de 2015

Múltiplas formas: poesia da esperança


Me deu agora uma vontade de reescrever a história,
E colocar o mundo sobre outros trilhos, mais humanos
Solidariedade guiando os rumos de todos nós, de todas as etnias
Sem geografias que afastam, sem o ir e vir frenético,
A busca indecente por renda, economia, coisas concretas e duras
E o sentimento de que talvez haja um vácuo nisso tudo, uma falta de razão
Sem saída, destino, capacidade de perceber o mundo de múltiplas formas
E se achegar ombro a ombro num ato de fé na humanidade,
De acreditar nos olhos inocentes
Ou nem tanto
Mas acima de tudo acreditar que é possível
Um outro mundo é possível.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O Papel Social do Fisioterapeuta

(texto originalmente publicado em 12/10/2003 no jornal O Informativo do Vale... direto do túnel do tempo)

O Brasil, e o mundo, precisam trazer para condições de vida satisfatórias um grande contingente de pessoas. Não cabe listar tudo que ainda aflige a humanidade. No entanto, permitam que lembre que ainda vivemos uma grande ‘guerra’. Em alguns lugares a guerra é real, batalhas e mortes. Noutros, a guerra é contra a fome, as doenças, a pobreza, a miséria, a corrupção. Neste contexto, todos seres humanos conscientes da dificuldade que passamos precisam dar sua parcela de contribuição. Devemos, de uma forma ou outra, trazer um pouco mais de paz ao mundo. E é aí que cada um de nós pode fazer sua parte, cada um conforme a sua capacidade.

Na área da saúde, onde existe mais de uma dezena de profissões legalmente regulamentadas, milito na Fisioterapia, já há quase dez anos após a formatura. Somos mais de 45 mil em todo Brasil. Dia 13 de outubro é o Dia do Fisioterapeuta, aniversário da lei que regulamentou a profissão, em 1969. A Fisioterapia surgiu exatamente em função da guerra e, ao longo do tempo, especializou-se em trabalhar na reabilitação do número enorme de pessoas mutiladas pela estupidez da violência. 

Hoje, o Fisioterapeuta ampliou muito seu leque de trabalho, estando engajado na integralidade da atenção à saúde, desde a promoção e prevenção, a assistência, a reabilitação, a pesquisa, a educação em saúde e a gestão. Participamos ativamente do sistema e buscamos ainda a melhor forma de interferir positivamente. É certo que nossa ação, como profissão, ainda é tímida na participação e controle social, visto que ainda não são todos os que participam dos fóruns de decisão, como os conselhos e conferências de saúde.

De qualquer forma, tal qual as outras profissões de saúde, os Fisioterapeutas tem o poder do seu conhecimento específico e a oportunidade de contribuir nas mudanças necessárias. Treze de outubro, o Dia do Fisioterapeuta, é uma data significativa para nossa profissão. Lembrar-se das dificuldades iniciais, das conquistas e derrotas, dos avanços é uma forma de avançarmos todos como sociedade. 

sábado, 23 de maio de 2015

SAMU do Vale do Taquari: números comprovam sua alta relevância e por isso precisa ser preservado

O Serviço de Assistência Médica de Urgência (SAMU), existe no Vale do Taquari desde 2011. Temos Suporte Básico (SB) em Lajeado, Estrela, Teutônia, Encantado e Arvorezinha, e uma unidade de Suporte Avançado (SA), em Lajeado. Os municípios delegaram ao CONSISA (Consórcio Intermunicipal de Saúde) a gestão do SAMU, sendo que o recurso para custeio vem em parte do Governo Federal, outra parte do Governo do Estado e há contrapartida dos municípios participantes.

Atualmente a receita para financiamento do SAMU, segundo dados do CONSISA, gira em torno de R$ 313 mil mensais, dos quais R$ 66 mil são bancados pelos municípios, R$ 141 mil pelo estado e R$ 106 mil pela União. A despesa supera este valor, o que significa que qualquer atraso deixa o CONSISA e os municípios em apuros financeiros no custeio das unidades, sem recursos para folha de pagamentos ou manutenção de veículos. 

Pois, na atualidade os municípios/CONSISA tem a receber mais de R$ 470 mil do governo do estado, valores referentes aos meses de out/nov/dez de 2014. Esta conta está em aberto, colocando em risco a regularidade dos atendimentos.

Talvez alguém pense que o SAMU não é importante, que ele poderia ser dispensado. Alguns números para provar que não. O SAMU realizou em 2011 um total de 4.325 atendimentos na região. Em 2012 o número foi de 4.703, 2013 foral 4.808 chamados e em 2014 alcançou-se um total de 5.499 atendimentos. Levando em conta apenas este último ano, temos uma média de 458 pessoas socorridas por mês. Não é pouca coisa, muito pelo contrário, para a maioria destes cidadãos o SAMU foi imprescindível para o resgate e sobrevida. As viaturas, até o momento, rodaram 497.282 quilômetros neste tempo, o que dá mais de 10 voltas ao mundo, correndo em direção do socorro imediato.

A Secretaria de Saúde de Lajeado, como uma das mantenedoras do serviço, se orgulha do serviço prestado e se preocupa com sua continuidade. Precisamos resgatar os recursos em atraso, pois são fundamentais para manter a qualidade. Por isso os R$ 470 mil devidos pelo estado não são perfumaria; é recurso devido por serviço prestado e rogamos ao estado que cumpra com sua obrigação federativa.


Como manter serviços de saúde com milhões por receber?

Que a situação econômica é crítica e que todas as esferas de governo enfrentam problemas, há esta altura dos acontecimentos todos já sabem. Que as necessidades da população por serviços de saúde competentes, resolutivos, em todas as faixas etárias, é a realidade que se impõe. Que a saúde tem custos, quais passam por pagamento de recursos humanos, compra de medicamentos e insumos de uso diário, manutenção de veículos e estruturas, pagamento de luz, água, telefone, etc., todos deveriam saber. Que tudo isso é um problema que impacta a qualidade de vida de todos nós, é a mais dura verdade.

Pois bem, ao fim e ao cabo quem paga a pressão por manter um certo nível assistencial é o município e seus parceiros locais. Agora, como manter serviços de saúde quando o recurso de custeio não chega? Imagine, leitor, o final do mês e o direito de receber um salário e o patrão simplesmente diz: “devo, não nego, mas pagarei quando puder”. Como fica para pagar as contas do dia a dia? É exatamente esta a situação que vivemos hoje. Vamos aos números.

O município de Lajeado, apenas em direitos, tem a receber do estado do Rio Grande do Sul, o valor de R$ 1.016.313,00 referentes ainda a 2014. São R$ 171.439,14 do Piso estatual da atenção básica em saúde, R$ 121.243,93 da atenção farmacêutica básica, R$ 393.424,90 referentes a estratégia de saúde da família, R$ 17.025,00 da assistência odontológica, R$ 13.500,00 do programa primeira infância melhor e R$ 298.680,00 do atendimento em saúde mental nos CAPS.

Para piorar, nosso SAMU, mantido pelos municípios por meio do CONSISA corre sérios riscos, já que há uma dívida do estado de R$ 300.696,27. Os municípios que têm base instalada já foram chamados pelo CONSISA para reunião visando discutir o futuro próximo. Há risco de parar? Tudo é possível, já que não há como manter os custos sem dinheiro. Ou há? Para finalizar, o Hospital Bruno Born, parceiro importante para nossa rede de saúde, tem a receber do estado, pelo menos R$ 709.654,30 de incentivos (IHOSP, gestação de alto risco, saúde mental, entre outros), sem contar débitos antigos referentes a processos administrativos em que se pede o pagamento de serviços já prestados.


Não podemos mascarar a realidade. Reafirmo: quem paga a pressão é o município e seus gestores. Em última instância, quem sofre é a população, que corre o risco da desassistência. Todos os serviços e custeios são fundamentais e uma vez que o direito é conquistado, faça-se que se cumpra. Mas, para tanto, o pacto federativo deve ser cumprido e honrado e, no caso da saúde, é dever da União e do Estado financiar parte daquilo que acontece no município. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dia D Municipal: em defesa da atenção básica e do atendimento ambulatorial e hospitalar

(Texto publicado no jornal A Hora, 06/5, p.02)

A Saúde Pública de Lajeado vem sendo construída coletivamente há muitos anos. Alcançou, com isto, um patamar invejável, atendendo com segurança a maior parte das situações do dia a dia, fazendo promoção, prevenindo doenças, tratando e reabilitando. É certo que ainda temos muito a avançar, mas em Lajeado temos um SUS que dá certo, na maior parte do tempo. Isto denota esforço, diálogo, paciência e investimentos.
Em 2012 e 2013, a aplicação de recursos orçamentários foi na ordem de 19% em saúde. Em 2014, o percentual saltou para 25% da receita tributária líquida. Municipalizar a saúde na gestão plena foi um acerto, que trouxe capacidade para Lajeado, mas ao mesmo tempo impõe uma série de responsabilidades que são insuportáveis se não houver o repasse regular de recursos dos parceiros federal e estadual. E é justamente isto que nos preocupa. Tanto no projeto UPA, quanto no financiamento da atenção básica, temos vivido momentos de incerteza que colocam em risco todo o sistema montado.
Do governo estadual o município tem a receber mais de R$ 700 mil de saldos de 2014. O governo estadual não nega o débito, mas não acena com o repasse. "Devo, não nego, mas pago quando puder (ou quiser)". Está bem, o governo do estado não tem dinheiro. Mas como fica o município? Quais as ações que devem ser suspensas? Quais as pessoas que deveremos dizer que não serão atendidas por que os débitos estaduais não serão quitados?
Para se ter uma ideia, este valor em haver corresponde a todo o custo de medicamentos de meio ano, em toda rede. Como a população reagiria se disséssemos: "pelos próximos seis meses não haverá nenhum medicamento nos postos de saúde". Eu sei, parece terrorismo afirmar tal acinte; mas é exatamente este tipo de dificuldade que nos coloca no brete daqui por diante.
O Hospital Bruno Born e os demais hospitais da região vivem drama parecido. Manter serviços, continuar a atender, curar e reabilitar para a vida, como? É preciso olhar para trás e reconhecer que a maioria dos hospitais, e municípios, investiram nos últimos anos, ampliando a oferta de serviços. Isto representa custo, e manter estas estruturas deveria ser a prioridade número um num estado que preza pelo seu povo. Este é o nosso drama, gestores da saúde. E deveria ser o objetivo fundamental de nossa sociedade. Por isso a hora do alerta é agora.

sábado, 5 de abril de 2014

Lajeado somos todos nós – uma reflexão quanto ao Dia Mundial da Saúde

Esta semana foi publicada pesquisa que indica Lajeado entre os quatro melhores municípios com até 100 mil habitantes do Estado. Entre os quesitos que são avaliados a SAÚDE é determinante. E, neste sentido, cabe aqui uma reflexão sobre esta pesquisa e sobre a rotina da construção de um sistema de saúde.

 Uma secretaria municipal de Saúde exige trabalho para avançarmos. Temos várias frentes de trabalho. Há o trabalho do dia a dia, o trabalho de ponta, que diz respeito desde as visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde, a manutenção dos 26 pontos de atendimento ao público, as consultas de enfermagem, de odontologia, de fonoaudiologia, os atendimentos fisioterapêuticos, de psicologia, etc. Temos o trabalho médico, consultas, procedimentos e assim por diante. Temos a distribuição de medicamentos, a realização, agendamento e encaminhamento de procedimentos, exames, cirurgias. A vigilância em saúde, epidemiologia, ambiental, sanitária. A lista é longa e a complexidade é nossa rotina. Neste contexto, 3 mil pessoas são atendidas diretamente na rede de saúde, por semana. Outras duas mil pessoas buscam outros encaminhamentos e serviços diversos. A grande maioria destas pessoas está satisfeita e resolve bem suas demandas. Mas há problemas, claro.

Na SESA trabalhamos sob duas lógicas: melhorar estruturas e melhorar os processos de trabalho. Para ambos os casos, investem-se recursos financeiros. E investem-se esforços, pois mudar é um processo danado e penoso, pois nem todos entendem por que mudar se “sempre foi assim”. Mas persistimos, pois há a convicção de que é preciso mudar, reformar a forma das relações estabelecidas, implementar meios fazer mais e melhor. E, como todo processo de mudança, desacomodar causa deslocamentos e eventuais desconfortos. Natural, esperado.
Quando falamos em estruturas,  falamos das Unidades de Saúde. Pois, neste momento, estamos ampliando a UBS do bairro Conventos, reconstruindo o Centro de Saúde do Centro, já reformamos o Centro de Saúde do São Cristóvão e a UBS do Santo Antônio, ampliamos o Centro de Saúde da Montanha e colocamos a Unidade e Pronto Atendimento (UPA) para funcionar. Além disso, mudamos o endereço, melhorando as condições de trabalho, do Ambulatório Municipal de Tratamento da Dependência Química. Também mudamos o endereço do Serviço de Assistência Especializada (SAE) em DST/HIV e Hepatites. Estamos encaminhando a mudança de endereço do CAPS Infanto juvenil “Crescer”. Inauguramos a UBS do Conservas e estamos com o projeto pronto para a licitação da duplicação da UBS do Jardim do Cedro e de uma Academia de Saúde do Bairro Olarias. Há outros projetos engatilhados, que dependem de análise do Ministério da Saúde para serem contemplados. Da Secretaria Estadual de Saúde captamos R$ 450 mil no ano de 2013, o que demandou participar de reuniões com o ex-secretário da saúde Ciro Simoni e com a atual secretária de saúde, Sandra Fagundes. Ainda há alguns dias recebemos duas vans, e temos outros investimentos importantes para 2014. Aguardem. Tudo isto não cai do céu... Nós saímos do gabinete e corremos atrás de recursos, nos aproximamos dos pontos de comando, construímos uma rede de contatos potente e que permite prospectar onde estão os recursos e como podemos acessá-los. Leva tempo, dá trabalho, mas também trás resultados.
Quando falamos em melhorar os processos nos referimos a trabalhar a qualidade do trabalho realizado, melhorando fluxos e rotinas e também investimento na qualificação dos profissionais. Ainda em 2013 realizamos curso para todos os Agentes Comunitários de Saúde. Nesta semana começou outro curso, o Caminhos do Cuidado, mais uma vez com este público e com os técnicos de enfermagem. Sistematicamente enfermeiros, médicos, dentistas, têm reuniões de trabalho e de avaliação, no qual impera o espírito democrático da participação. Além disso, mais de uma dúzia de profissionais participa de curso na Univates sobre Metodologias Ativas nos Processos de Mudança, exatamente para proporcionar um trabalho cada vez melhor no dia a dia. Estimulamos a produção, a pesquisa, o acolhimento. Incentivamos os servidores a buscarem mais. É o nosso trabalho na secretaria.

Para dar um exemplo do que é este trabalho, nesta última segunda-feira, após sucessivas reuniões de trabalho, concluímos o projeto de duas equipes de NASF – Núcleo de Apoio à Saúde da Família. O projeto está sob análise da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde e em sendo aprovado ele segue e abrimos a perspectiva de efetivar os núcleos no segundo semestre. Na terça-feira estivemos envolvidos em duas reuniões fundamentais, primeiro com a Comissão Intergestores Regional das regiões 29 e 30 e depois com a Secretária Adjunta da Saúde, Rosângela Dorneles, e a coordenação administrativa e técnica do Hospital Bruno Born, discutindo o papel do mesmo na região do Vale do Taquari e estado. O novo contrato está em construção e é importante que as partes estejam sintonizadas neste propósito. Na quarta-feira a Câmara Técnica UPA-SESA-SAMU-CMS-HBB esteve reunida em análise dos atendimentos de urgência e emergência em Lajeado, avaliando problemas, definindo papeis e soluções. Muito produtiva. Na quita-feira estivemos em reunião no Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), com a participação da secretária estadual de saúde, Sandra Fagundes, na qual está reafirmado o compromisso do estado em investir na saúde de todos os gaúchos, ampliando investimentos na atenção básica e principalmente na média complexidade.  E trouxemos 15 detectores fetais e uma impressora, requeridos junto ao Ministério da Saúde.  

É um trabalho árduo, de articulação contínua, pensando nas pessoas, na gente que cuida de gente, na população, nos processos de trabalho, nas estruturas existentes e na ampliação da rede. Queremos mais; mais médicos, mais medicamentos, mais exames, mais promoção da saúde, mais prevenção. Queremos que as pessoas se importem mais consigo mesmo, que se preocupem com sua saúde, com seu sedentarismo, com seus sofrimentos. Queremos uma SESA ativa e atuante, NA PROMOÇÃO DA VIDA. Este texto tem este objetivo, de redefinir nossos propósitos, de lembrarmos que LAJEADO SOMOS TODOS NÓS, a população, os trabalhadores de saúde, as instituições. Os avanços acontecem na coletividade, respeitando o direito de todos, sem privilégios e preconceitos, com inclusão e respeito, com Humanização no atendimento. Eis a nossa missão, que nos parece importante reafirmar neste período, que marca a lembrança do DIA MUNDIAL DA SAÚDE, em 07 de abril de 2014. Que possamos todos pensar mais no “NÓS”. O individualismo deturpa a ética social, pois é no COLETIVO que se constrói um Sistema Único de Saúde melhor. Lajeado somos todos nós.


domingo, 23 de março de 2014

Às vezes eu penso...

E, nas vezes que eu penso, não me dói a cabeça, o que é ótimo. Pensar faz bem à saúde. Aliás, pensar é um ato humano que considero fundamental pois, ao pensarmos exercemos a liberdade. Liberdade, que bela palavra... Tantos dizem e cantam em torno de sentir-se livres e, no entanto, a liberdade é tão difícil de alcançar. Sei lá, muitos se dizem livres, pensam ser livres, mas estão livres, de fato? Pensar, pensar, pensar...

Às vezes eu penso e isso me dá alguma certeza sobre o que acontece em minha vida. Confesso que não é a melhor vida do mundo, me faltam elementos para a felicidade plena, gasto parte de minhas energias com coisas fugazes e me faltam energias para outras coisas nem tão fugazes assim. Mas eu penso que estou no caminho certo. Minha alma é livre e domino meus passos [até certo ponto, pois a liberdade nunca é plena...]

Talvez eu pense o tempo todo.Ou, por vezes, me iluda que penso. Mas, na média, me considero um pensador razoável. Tenho opinião própria, decido meus passos, minha alma é livre e se quiser mudar rumos, mudo, não tenham dúvidas quanto a isso. Se a felicidade não é possível em dado porto, mudo o porto e pronto. Nada deve nos amarrar em torno de causas estranhas à nossa ética pessoal. Nada, nada mesmo.

Por fim, ao fim e ao cabo, o que importa disso tudo é que ao exercermos a capacidade de pensar temos a clareza de que há pessoas que estão em nossas vidas e que valem muito a pena. E há aqueles que são passáveis. Em cada conhecer um novo conhecer, uma experiência, para o bem, para o mal. Mas, a capacidade de pensar no leva a isso: a experimentação do viver, de buscar felicidade, de triar entre o que é o bom ou não...

Divagações apenas, depois de um fim de semana trabalhando em casa, colocando em dia coisas que não tenho tempo de resolver na hora do expediente. Pois é, isso muitos não enxergam, mas a vida é assim.